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Rural Sexta-feira, 26 de Outubro de 2012, 07:00 - A | A

Sexta-feira, 26 de Outubro de 2012, 07h:00 - A | A

Dilma anuncia plano para tornar pesca e aquicultura atividades centrais no país

Fernanda Kintschner - Capital News (www.capitalnews.com.br)

A presidenta Dilma Rouseff anunciou nesta quinta feira (25), em cerimônia no Palácio do Planalto, que atividades ligadas à pesca e à aquicultura serão “centrais” para o país, tanto no âmbito econômico como no social. A meta é ampliar a produção nacional para 2 milhões de toneladas de pescado ao ano até 2014. “Essa atividade, que era lateral, será central do nosso país”, garantiu a presidenta.

Além de desonerar a cadeia produtiva, o Governo Federal pretende investir R$ 4,1 bilhões até 2014 em financiamentos para a produção pesqueira, por meio de diversos programas para fortalecer a atividade.

Segundo Dilma, o Brasil sempre teve condições de ter atividades de pesca e aquicultura mais fortes. "Agora é hora de o país transformar seu potencial – o maior do mundo – em atividades sociais e econômicas, além de estimular melhores hábitos alimentares para o brasileiro", disse a presidenta.

Na solenidade de lançamento do plano, Dilma apresentou dados que mostram o potencial do país para as atividades de pesca e aquicultura. “Temos mais de 8 mil quilômetros de costa marítima, 13% da reserva mundial de água doce e um mar interno feito de reservatórios e açudes em praticamente todas as nossas bacias hidrográficas. É como se fosse o acesso a um grande mar de água doce”, explicou.

A presidenta, no entanto, lembrou que a realidade econômica e social da atividade está distante do potencial. “No ranking, ocupamos a 23ª posição na pesca e a 17ª na aquicultura. Esses números dão o tamanho do nosso desafio”, argumentou. Com o plano anunciado, o governo pretende tornar o Brasil, até 2020, “um exportador do tamanho do seu potencial”, ampliando a renda e o trabalho de milhões de brasileiros.

Para atingir o objetivo, o governo pretende, entre diversas frentes de ação, ajudar os produtores a reduzir o desperdício no manuseio. Só com essa frente, o governo quer aumentar em 40% a renda dos profissionais e com a previsão de que 330 mil famílias sejam beneficiadas com mais crédito, juros menores e prazos mais longos para o financiamento.

Mato Grosso do Sul

Apesar das dimensões das bacias do Paraguai e do Paraná, que concedem a Mato Grosso do Sul mais de 360 mil quilômetros em recursos hídricos, a atividade de criação de peixes na região é incipiente. De acordo com dados da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA/MS), considerando toda potencialidade regional, estes recursos ainda são muito pouco explorados pelos produtores locais.

A criação de peixes em cativeiro, tanto em áreas fluviais quanto em tanques escavados, conta com pouco mais de 900 piscicultores que trabalham em 2.5 mil hectares de lâmina d’água, pelas estimativas da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur-MS).

Na região sul do Estado que estão os principais polos de produção, entre os municípios de Dourados, Deodápolis, Caarapó, Mundo Novo e Itaporã. Hoje também existe na região leste, em Paranaíba. E na área central, destaca-se o município de Terenos.

Mato Grosso do Sul também exporta cortes especiais, como a carne do pintado, pacu, cachara, espécies nativas da região que são enviadas para consumidores de Estados Unidos, Japão, Europa. A conquista destes mercados foram parte de um processo de mudança que só se tornou possível com o investimento no campo.

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