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Rural Segunda-feira, 17 de Novembro de 2014, 17:34 - A | A

Segunda-feira, 17 de Novembro de 2014, 17h:34 - A | A

Dia de campo florestal reune práticas de plantio e manejo

Taciane Peres - Capital News

Mais de 100 pessoas participaram na manhã da última sexta-feira, 14 de novembro, do dia de campo do Programa Mais Floresta, na Embrapa Gado de Corte. Profissionais da área florestal, acadêmicos e produtores rurais receberam dicas viáveis sobre o cultivo de eucalipto e mogno, orientações de manejo das espécies e informações sobre equipamentos e produtos utilizados na silvicultura. O trabalho externo fez parte da programação do “Seminário Biomassa e Madeira Nobre: Novas Oportunidades de Negócios”, realizado pelo Senar/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul.

Facilmente adaptável ao clima e solo, o eucalipto que ocupa uma área de 760 mil hectares em Mato Grosso do Sul exige alguns cuidados específicos no seu cultivo. Antes mesmo de comprar a muda é preciso tratar a terra. O indicado é que antes do plantio o solo receba inseticidas de baixo teor tóxico e quantidades adequadas de fertilizantes, evitando assim a poluição do lençol freático. É recomendável que a planta receba irrigação a cada 90 dias e que tenha pelo menos três metros de distância entre uma muda e outra.

Diferente do eucalipto, o Mogno Africano é mais criterioso no seu cultivo. O técnico florestal, Carlos Anastácio, explica que conduzir o plantio exige conhecimento e atenção redobrada, “Avaliar a qualidade do solo, escolher mudas com boas características genéticas e entender a legislação florestal são quesitos obrigatórios para se produzir madeira nobre de qualidade, por isso é tão importante a participação de um profissional qualificado”, explica.

Enquanto a muda do eucalipto comum custa em torno de R$ 1, o mogno senegalês - tipo mais resistente ao calor - é vendido por R$ 5 em estágio inicial. Nos três primeiros anos de cultivo o produtor gasta em média, R$ 1 mil por hectare. Com oito anos é feito o primeiro desbaste, quando são retiradas as árvores que apresentam problemas e aos 15 já pode ser feito o corte.

Entre os novos equipamentos disponíveis no mercado o destaque ficou por conta da carregadeira de modelo 535-125. O equipamento recém-lançado é indicado no manejo de árvores e madeiras com capacidade de carga de 3,5 toneladas. “Além de eficiente, é considerada a mais econômica da categoria, gasta 4 litros de diesel em quatro horas de trabalho, já uma máquina tradicional consome 18 litros”, explica o coordenador agrícola, Alex Jesus Gomes. A carregadeira custa em torno de R$ 320 mil.

O vice-presidente do Sistema Famasul - Federação da Agricultura e Pecuária de MS, Nilton Pickler, afirma que o trabalho no campo proposto pelo Seminário é uma ótima oportunidade para agregar conhecimento e entender passo a passo do cultivo de florestas, "Durante o trabalho externo os produtores e profissionais do setor conheceram sobre o plantio, manejo e corte do mogno e do eucalipto além de obter informações sobre novas técnicas e dicas úteis de acordo com a característica de cada espécie”, conclui.

 

 

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