A baixa produção de hortifruti em Campo Grande pode mudar. Uma das alternativas para alavancar o setor é o programa Câmbio Verde, que propõe que a prefeitura implante e gerencie a troca de produtos recicláveis por alimentos do tipo hortifruti. A ideia é que pequenos produtores voltem a ter venda praticamente garantida.
Raimundo Gomes, produtor de hortifruti há mais de 15 anos no bairro Parati, considera que o projeto pode colaborar para o aumento na produção. “Produzimos alimentos fresquinhos, de qualidade, mas ainda vemos atacadistas comprar nos grandes centros’, afirma Gomes.
O produtor trabalha numa área de comodato com a mulher, três filhos e conta com a ajuda de quatro funcionários na chácara, onde também tem um sacolão para vender sua produção. Para Raimundo, a falta de incentivos cooperou na queda da produção de hortifruti.
De autoria dos vereadores Eduardo Romero (PT do B) e Chiquinho Telles (PSD), o programa Câmbio Verde foi aprovado na Câmara Municipal e publicado no Diário Oficial de Campo Grande, na segunda-feira (6). O projeto é autorizativo, por isso, o parlamentar reforça a necessidade dos produtores mostrarem interesse e buscar informações na prefeitura para que o programa aconteça.
Pelo programa Câmbio Verde, a prefeitura vai instituir postos de troca de material reciclável por alimentos hortifruti. A cada quatro quilos de materiais a pessoa tem direito a um quilo do alimento. Também é possível trocar dois litros de óleo de cozinha inservível por um quilo do mesmo tipo de alimento.
A prefeitura fica autorizada a promover parcerias com iniciativa privada, cooperativas e associações para execução do Câmbio Verde, dando prioridade aos produtores que desenvolvem agricultura familiar na Capital. “Além de incentivar a produção de alimentos saudáveis, alavancar os produtores familiares, o Câmbio Verde também tem a questão ambiental, já que as pessoas vão se adaptar mais à coleta seletiva”, destaca Romero.
O programa foi elabora seguindo as diretrizes de preservação do Meio Ambiente, redução da poluição, combate a fome e miséria, promoção de economia de matérias-primas e de energia, conscientização do cidadão a respeito da importância da reciclagem de materiais, incentivo à coleta seletiva de materiais e redução do volume de resíduos a ser encaminhado no aterro sanitário.
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