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Rural Quinta-feira, 21 de Maio de 2015, 07:33 - A | A

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Parceria chinesa

Brasil e China firmarão acordo para pesquisar produtos transgênicos

Kátia Abreu discutiu novas parcerias com ministro de agropecuária chinês.

Elizângela Lemes
Capital News

José Cruz/Agência Brasil

katia abreu

Kátia Abreu em reunião com ministro da Agricultura da China

A ministra Kátia Abreu recebeu na terça-feira (19), em Brasília (DF), o ministro da Agricultura da China, Han Chang, para discutir novas parcerias na área agropecuária. Os dois países estudam firmar um acordo para pesquisarem em conjunto produtos transgênicos.


Durante a reunião, no Ministério da Agricultura, Kátia Abreu propôs ao ministro chinês uma parceria estratégica na área de ciência e tecnologia a fim de aprofundar a cooperação em transgênicos. Segundo ela, a Embrapa já tem uma representação naquele país e atuará como parceira.


Para a ministra, o Brasil, a China e outros países, poderão colher bons frutos dessa parceria em produção de biotecnologia. “A única forma de dissipar o medo em relação a transgênicos é pesquisarmos juntos. Nós, que temos a responsabilidade de alimentar o nosso país e o resto do mundo, precisamos de qualidade e baixo custo", explicou Kátia Abreu.


Na reunião, também foi decidido uma cooperação entre os dois países, para partilharem informações online sobre a cadeia produtiva dos países. O Brasil já possui uma base de dados única que compila dados de todo o rebanho bovino, suíno e de aves e pretende incluir ainda este ano peixes e vegetais, segundo Kátia Abreu.


A intenção do governo brasileiro é adotar a prelisting para pescados e tripas. “Construiremos a maior plataforma do mundo não só na área animal, mas também na área vegetal. Essa será a resposta definitiva para alcançarmos o que queremos, que é o prelisting para pescados e tripas a 162 empresas brasileiras”, afirmou a ministra.


Foi discutida ainda a adoção de acordos de tarifas especiais a determinados produtos, prática que tem o aval da Organização Mundial do Comério (OMC) quando praticada entre países em desenvolvimento.
China e Brasil deverão criar um grupo para estudar a viabilidade da proposta e definir os produtos contemplados.


O governo brasileiro tem interesse em incluir lácteos, disse Kátia Abreu. “Só exportamos 1% de tudo que produzimos em leite em pó. Temos produção muito forte, que cresce a 5% ao ano e um consumo que avança a 3%. Temos de procurar mercados”, completou Kátia Abreu.

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