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Troca de favores

Argentina retira embargo à exportação de carne brasileira

Brasil também volta a importar maçãs, peras e marmelos argentinos

Elizângela Lemes
Capital News

Carlos Silva/MAPA

Ministra Kátia Abreu

Brasil também volta a importar maçãs, peras e marmelos argentinos.

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, anunciou na quarta-feira (17) que a Argentina retirou o embargo à carne brasileira que vigorava desde 2012. Embora não seja exportador do produto para a Argentina, o Brasil se ressentia do atestado comercial negativo representado pelo embargo.


Segundo assessoria do Mapa, na terça-feira (16), o Brasil retirou o embargo às maçãs argentinas, decretado em março deste ano depois de constatada a presença da praga Cydia Pomonella. A documentação bilateral relativa aos desembargos será publicada esta semana pelos dois países. A ministra Katia Abreu explicou que o embargo à maçã argentina teve causa estritamente sanitária, mas que as providências das autoridades da Argentina, demonstrando controle do problema, retiram as razões para a restrição.


Da mesma forma, disse a ministra, não há razão para o embargo à carne brasileira, sob absoluto controle sanitário. Por isso, pediu reciprocidade à Argentina, concluindo os dois governos pela declaração simultânea das respectivas liberações. A importação desses frutos provenientes da Argentina foi suspensa em março deste ano, após avaliação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) do sistema argentino para mitigação de riscos relacionados à praga Cydia Pomonella – erradicada no Brasil no ano passado.

 

Depois de detectar inconformidades no sistema do país vizinho, o ministério solicitou à Argentina a reavaliação in loco do planejamento de contingência e mitigação de riscos para a praga, que foi atendida por aquele país. Por outro lado, o Serviço de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina, após avaliações sanitárias, reconheceu que casos atípicos de BSE (Encefalopatia Espongiforme Bovina), cientificamente demonstrados, podem ocorrer em qualquer parte do mundo e não têm relação com o risco da epidemia da vaca louca – motivo alegado para interromper o comércio de carne bovina com o Brasil no ano de 2012.


 De acordo com o documento oficial assinado pelo vice-presidente do Senasa, Luis Ángel Carné, e pelo diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques, não caberiam restrições comerciais a países que tivessem casos espontâneos e inevitáveis de BSE atípica, como aconteceu com o Brasil nos anos anteriores.

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