Contrariando a produção de outros produtos, o clima seco colabora com a colheita da cana-de-açúcar. Isso se deve ao teor de sacarose na cana, que irá compensar a redução na produção, contribuindo para o setor que ultimamente vem recebendo mais pelo açúcar a ponto de diminuir a produção de álcool.
Manoel Bertone, secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, acredita que uma coisa compensa a outra. Segundo ele “a quantidade de açúcar na cana em 2009 foi próxima de 130 quilos por tonelada e a expectativa para o ciclo deste ano é que haja uma variação entre 142 a 144 quilos por tonelada”, referindo-se à queda no volume da colheita.
Mesmo com a estiagem, as usinas garantem que não faltará álcool para próxima temporada. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção deve ser maior em 8% em relação ao ano anterior, com índices de 651,5 milhões de toneladas.
De toda a colheita das principais regiões produtoras do país, 54,9% de toda a cana que será esmagada (357,7 milhões no total) é destinada à produção de 28,4 bilhões de litros de álcool, sendo que o restante será voltado para a produção de 38,1 milhões de toneladas de açúcar.
Congestionamento
A procura pelo açúcar cresceu tanto que a fila para carregamento no Porto de Paranaguá está causando congestionamento de navios. Cerca de 20 aguardam vaga e o tempo de espera, que antes chegava a três semanas, agora caiu pela metade.
Por Ângelo Samniotto - (www.capitalnews.com.br)
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