Os deputados insistem em dizer que não há racha e que a eleição para presidência da Assembleia deve terminar em consenso. Todavia, nos bastidores, cada passo dado cria um impasse, que estremece a base de sustentação de Reinaldo Azambuja (PSDB).
O impasse começou quando deputados do PSDB anunciaram que teriam candidato a presidente, batendo de frente com o atual presidente, Junior Mochi (PMDB), que tenta a reeleição. O PMDB não se intimidou e avisou que vai bater chapa se for preciso.
A possibilidade de racha fez o governo interferir na disputa. O chefe da Casa Civil de Azambuja, Sérgio de Paula, foi escalado para articular um consenso, que parece difícil de acontecer. Agora ele já fala em garantir pelo menos a primeira-secretaria, segundo cargo mais importante, para os tucanos.
O segundo cargo parece um consolo, mas o atual primeiro-secretário, Zé Teixeira (DEM), também é aliado de primeira hora do governador e também não abre mão. Sérgio de Paula anunciou que vai conversar com ele em busca de consenso, mas não terá vida fácil.
“Eu vou colocar meu nome para concorrer. O Governo não manda na Assembleia, mas sim os pares. O Governo pode ter influência, mas não define. Já conversei com o governador duas vezes e ele nunca disse pra mim ou para o Mochi não disputar”, justificou Zé Teixeira.
O deputado afirma já ter 16 assinaturas para a disputa da primeira-secretaria, o que lhe garantiria o cargo. “Se eu e o Mochi temos 16 assinaturas com apoio para a reeleição, qual o motivo para desistir? O Londres Machado (PR) foi presidente várias vezes e sempre teve uma bancada menor. Qual o problema?”, questionou.



