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Política Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2020, 08:58 - A | A

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Brasília

Tereza Cristina debate medidas para fortalecer a criação de camarões no país

Ministra da Agricultura recebe representantes do setor para tratar da importação de matrizes de camarões livres ou resistentes a doenças

Guilherme Martimon/Mapa

Tereza Cristina debate medidas para fortalecer a criação de camarões no país

Ministra da Agricultura recebe representantes do setor para tratar da importação de matrizes de camarões livres ou resistentes a doenças

A ministra Tereza Cristina, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), participou de reunião nessa quinta-feira (27) com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, para discutir medidas de fortalecimento do cultivo de camarões no país.

 

Representantes do setor que participaram da reunião solicitaram a autorização para importação de matrizes de camarões livres ou resistentes a doenças. O objetivo do pedido, segundo o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, é alavancar a atividade no Brasil, que tem um grande potencial para crescer, principalmente na região Nordeste, onde há maior concentração de produtores, representando mais de 95% da atividade.

 

A ministra Tereza Cristina destacou a importância social e econômica do setor para o Brasil.  Atualmente, cerca de 70% são empreendimentos de micro e pequeno porte, 25% são médios e 5%, grandes.

 

Consulta pública

A ministra lembrou que o Mapa finalizou recentemente uma consulta pública sobre a minuta do texto da análise de risco de importação de camarões não viáveis (limpos, eviscerados, sem casca e sem cabeça) destinados ao consumo humano. O objetivo foi estimar os riscos de introdução e disseminação de doenças de camarão no território nacional a partir da importação de camarões limpos destinados ao consumo humano.

 

Foram analisados 44 agentes patogênicos apontados como perigos potenciais para a carcinicultura nacional. Seis foram retidos para a avaliação de risco e os outros 38 não foram considerados perigosos, tendo em vista já terem sido reportados no Brasil, ou porque não foram encontradas evidências científicas que permitissem enquadrar o agente patogênico como um perigo.

 

A fase agora é de análise das sugestões apresentadas durante o processo de consulta pública, que finalizou no dia 14 de fevereiro. 

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