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Política Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2011, 17:05 - A | A

Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2011, 17h:05 - A | A

Temer desconversa sobre aliança PMDB-PT nas eleições de 2014 em MS

Marcelo Eduardo - Capital News (www.capitalnews.com.br)

O vice-presidente da República, Michel Temer, foi esquivo ao ser indagado sobre uma possível aliança entre seu partido (o PMDB) e o PT nas eleições majoritárias de 2014 em Mato Grosso do Sul, formulando em âmbito estadual o mesmo que ocorre nacionalmente, em que ele é aliado à petista Dilma Rousseff.

Conversas de bastidores apontariam uma suposta aliança entre o atual governador, André Puccinelli, e o senador Delcídio do Amaral, para que o hoje parlamentar petista assumisse a cadeira deixada pelo peemedebista.

“Ele [Delcídio] é uma grande figura”, se restringiu Temer, em coletiva concedida à imprensa na tarde desta segunda-feira (5), na sede do Comando Militar do Oeste, em Campo Grande, onde vistoriou o andamento da Operação Ágata 3 – que visa coibir crimes na fronteira.

A seu lado na mesa, estava André. Assim que Temer finalizou a frase, o chefe do Executivo Estadual emendou: “Ele [Delcídio] é escolado.” O dito foi seguido de uma gargalhada.

Caso

Não é recente os burburinhos nos bastidores políticos de que haveria certa proximidade entre André e Delcídio. Dentre as ocasiões mais recentes em que isto veio à tona, foi em evento oficial do governador no Hospital Regional Maria Aparecida Pedrossian, na Capital.

“Que eu saiba nada mudou (...) Eu reafirmei perante lideranças lá em Corumbá o mesmo que eu venho dizendo. Eu apoiarei, em retribuição ao apoio que eu tive, o membro que o grupo escolher [para concorrer à prefeitura]. O Delcídio disse o mesmo. Agora os vereadores, querem que eu esteja junto com o Delcídio”, disse o governador ao entregar obras de ampliação HR, no dia 25 de novembro.

Três dias antes, em evento na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Campo Grande, o senador também comentou o caso: “Ainda estamos a três anos de 2014. Isso é uma eternidade em política. Acho que a gente tem que trabalhar. Saímos de um ano que teve eleição. Tenho que continuar mostrando serviço para as pessoas continuarem se lembrando de mim.”

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