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Política Quinta-feira, 17 de Junho de 2021, 15:56 - A | A

Quinta-feira, 17 de Junho de 2021, 15h:56 - A | A

Imposto

Sobre a Eletrobras, Simone diz que ‘o que estava ruim ficou pior’

Senadora tem declarado voto contrário à medida

Laryssa Maier
Capital News

Divulgação/Assessoria

Simone Tebet não concorda em “ficar pra trás” na vacinação contra covid

 

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) continuou considerando a MP da Eletrobras negativa para o País. Ela vai votar contra a MP hoje e defendeu que a matéria seja rejeitada. Simone criticou as novas mudanças no texto: “O que estava ruim, ficou ainda pior”, disse, chamando a MP de monstrengo jurídico.  

 

Nesta quinta-feira (17), no Plenário virtualSimone Tebet chamou de ‘colcha de retalhos’ no texto. “Infelizmente, a MP chegou ao Senado recheada de jabutis, não só pequenos, mas grandes jabutis, causando não só uma insegurança jurídica, mas criando uma grande instabilidade econômica”, disse.

 

De acordo com a assessoria, ela lamentou que tema tão importante esteja tramitando em forma de Medida Provisória. “Aqueles que votarem favoravelmente à medida provisória da Eletrobras estarão apagando a luz não somente para quem tem pouco, que vai ter que custear mais de 20 bilhões a mais de gastos que o setor terá e que será devolvido no aumento das tarifas do consumidor. Mas estarão apagando a luz e permanecerão na escuridão da fome, porque esse custo vai ser repassado para a indústria, que repassará para as gôndolas dos supermercados – aumento do preço da carne, da luz, do leite; enfim, dos produtos mais básicos. Estarão apagando a luz do desemprego, porque o pequeno empreendedor, que já não está aguentando mais o custo Brasil, vai deixar de contratar”, disse.

 

 Para Simone, a MP é inconstitucional “na forma, porque não tem nada de urgente e não poderia ser por medida provisória. E ela é imoral no conteúdo”, disse. “A consequência nefasta nós já sabemos qual é essas termoelétricas vão operar na sua base em tempo integral, e, mesmo quando houver energia e fontes mais baratas, mais limpas e menos poluentes, nós estaríamos ainda no compromisso de comprá-las mais caras, numa reserva de mercado que não contará com meu voto”, concluiu.

 

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