Apenas um deputado federal de Mato Grosso do Sul aparece em lista de parlamentares que divulgam gastos realizados através do gabinete em sua página pessoal na internet.
A pesquisa foi realizada pela Agência Medialogue Digital, especializada em pesquisa de mídia.
Através de um link direto com a Câmara Federal, Reinaldo Azambuja (PSDB) divulga em seu site gastos mensais, com possibilidade do detalhamento por empresa, e data.
Conforme a pesquisa, apenas 3% dos parlamentares federais (senadores e deputados) divulgam os gastos em suas páginas pessoais.
“Prestar contas a população é uma obrigação. Sempre fomos transparentes nas nossas ações e com as ferramentas oferecidas pela internet fazemos isso de forma simples e direta”, disse o parlamentar em nota encaminhada por sua assessoria para comentar o resultado da pesquisa.
A lista de deputados federais que divulgam gastos na internet segundo a Medialogue Digital reúne: Alessandro Molon (PT-RJ), Aline Corrêa (PP-SP), Anthony Garotinho (PR-RJ), César Colnago (PSDB-ES), Penna (PV-SP), Dimas Ramalho (PPS-SP), Dr. Aluizio (PVRJ), Gabriel Chalita (PMDB-SP), Ivan Valente (Psol-SP), José Nunes (DEM-BA), Manuela (PCdoB-RS), Mara Gabrili (PSDB-SP), Mendonça Prado (DEM-SE), Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), Roberto Freire (PPS-SP) e Romário (PSB-RJ).
A pesquisa mostra ainda que deputado federais e senadores exploram pouco as ferramentas da internet e sua interatividade.
Conforme a pesquisa, 55% dos senadores não publicam projetos e propostas em seu site; só 23% deles atualizam seus blogs regularmente; 22% dos sites dos parlamentares não têm sequer formulário para o eleitor entrar em contato; 70% dos deputados não publicam sua agenda de compromissos, e somente 3% dos deputados federais informam gastos pessoais em suas próprias páginas.
Ao todo, 15% dos senadores e 24% dos deputados não têm sequer página na internet. De acordo com a pesquisa, pouco mais da metade dos deputados (51%) respondem no Twitter. No Senado, o índice de resposta é ainda inferior (43%).
“É comum encontrar no ar sites de campanhas eleitorais antigas e nada mais de novo sobre o político eleito. Os recursos digitais são usados como eram usadas antes as faixas, os santinhos e os programas de TV: apenas para ‘pedir’, sem dar chance para o eleitor falar”, avaliou o diretor da agência e coordenador da pesquisa, Alexandre Secco.
O levantamento “Político 2.0 – Deputados e Senadores” foi realizado entre os dias 27 de junho e 9 de setembro de 2011. Segundo os pesquisadores, 70 mil indicadores foram classificados e analisados. (Com informações do Congresso em Foco)
