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Política Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009, 11:30 - A | A

Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009, 11h:30 - A | A

Senadora defende movimentos sociais; afirma ser contra a “criminalização”

Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

A senadora Marisa Serrano (PSDB/MS) afirmou que não é lógico nem coerente criminalizar os movimentos sociais por preconceito ou desinformação. “Aquele chamado ‘movimento social’ dos conflitos certamente vai se esvaziar e ficará restrito às concepções do atraso que ele mesmo produz e reproduz”, opinou.

Ela reconheceu em Plenário nesta quarta-feira (28), que movimentos sociais sérios ajudaram o país a criar um sólido mercado consumidor, uma sociedade democratizada, com uma economia diversificada e abrangente.

A senadora tucana acredita que é preciso criar condições para que os setores produtivos e propositivos do movimento social avancem e contribuam para o desenvolvimento do Brasil. Ele defendeu, no entanto, mais transparência no repasse de recursos a essas entidades, para que não haja injustiças e para que sejam estimulados os movimentos sociais que investem no progresso humano e material.

Marisa ainda informou que ela e o Deputado Federal Waldenir Moka, do PMDB, conseguiram viabilizar recursos através de emenda parlamentar e verba extra-orçamentárias do Ministério da Agricultura para formalizar um convênio entre governos estadual e federal em benefício da agricultura familiar no Mato Grosso do Sul.

Quase 5 mil pequenos agricultores serão beneficiados em 28 municípios do estado por meio de convênios firmados de cerca de R$ 2 bilhões. “Com este dinheiro serão comprados insumos básicos como combustíveis, calcário, sementes e adubos para o plantio de arroz, feijão, milho, hortaliças etc. Assim, vamos garantir a inserção de uma área de 6 mil e 300 hectares nos esquemas de produção de alimentos”, contou.

Marisa ressaltou que o setor agropecuário familiar é importante por causa da geração de emprego e produção de alimentos. Ela citou o censo Agropecuário de 2006, divulgado pelo IBGE, para destacar que 40% da produção brasileira provêm da agricultura familiar. E que o setor emprega quase 80% da mão de obra do campo.

“Nós temos, sim, que apoiar a pequena agricultura, porque é dela que virá a paz no campo e, principalmente, a solidez democrática de que nós precisamos tanto no nosso país”. (Com informações da Assessoria)

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