O candidato Reinaldo Azambuja (PSDB) resolveu responder a crítica feita pelo prefeito Nelsinho Trad (PMDB), de que o tucano não teria experiência para administrar bem uma cidade do porte de Campo Grande. Reinaldo afirmou que está preparado e disparou críticas à gestão da saúde na Capital. Nelsinho é coordenador da campanha do candidato Edson Giroto (PMDB).
Tudo começou quando o prefeito, em entrevista a rádio FM Capital, afirmou que Reinaldo Azambuja, na administração de Maracaju, pilotou um teco-teco e que agora pretende pilotar um Boeing, numa alusão de que por ser uma cidade maior, Campo Grande tem mais problemas e que por isso é muito mais difícil de ser administrada. Mais recentemente, na última quinta-feira (30), Nelsinho afirmou que o candidato adversário administrou uma cidade do tamanho de um bairro de Campo Grande e não tem noção da complexidade da capital.
Reinaldo Azambuja disse que a comparação chega a ser infantil, mas usou a mesma analogia das aeronaves para cutucar o prefeito, afirmando que “quem nunca pilotou um teco-teco e de cara pega um Boeing, acaba nem conseguindo sair do chão”. O primeiro cargo no Poder Executivo de Nelsinho foi como prefeito da Capital. Antes, ele era deputado estadual.
“O segredo de uma boa administração é gestão e experiência, e isso eu tenho. Com uma boa equipe especializada em cada área e a participação do cidadão, não tem como errar. Quem ouve mais, erra menos. Quem passou pela dificuldade de pilotar um teco-teco caindo aos pedaços e teve que fazer uma aterrissagem forçada sem combustível para depois alçar voo novamente e com estabilidade, pilota qualquer Boeing. Agora, quem nunca pilotou um teco-teco e de cara pega um Boeing, acaba nem conseguindo sair do chão. É assim que eu vejo a questão da administração da saúde em nossa Capital”, disparou Reinaldo Azambuja.
O candidato tucano afirmou ainda que as deficiências na área da saúde em Campo Grande são resultado exclusivo da falta de gestão por parte da atual administração e responsabilizou o prefeito Nelson Trad Filho pela piora da situação. “Ele pode arranjar a desculpa que quiser, mas R$ 2 milhões por dia é dinheiro mais do que suficiente para solucionar os problemas hoje enfrentados pela população”, disse o candidato.
