O presidente regional do PSDB e líder do partido na Assembléia Legislativa, Reinaldo Azambuja, afirma que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não precisa da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) para fazer investimentos na área da saúde.
Ele destacou que a administração petista dispõe de pelo menos R$ 60 bilhões extras em caixa, suficientes para investir no setor e em programas sociais, como o Bolsa Família.
O parlamentar também disse que a não aprovação da prorrogação da CPMF até 2011 não é só responsabilidade de partidos de oposição como o DEM e o PSDB, como afirmam os petistas, mas da própria base do governo, que não acreditou na proposta dopresidente Lula de investir R$ 40 bilhões na saúde pública do País.
"Não foi só o DEM e o PSDB, foram os votos da base aliada que não aprovaram a CPMF. E o que me deixou intrigado foi quando o José Agripino tirou o papel do Ciaf, de janeiro a novembro deste ano, com excesso de arrecadação para a União de 60 bilhões de reais a mais do que o previsto no orçamento, e ele desafiou a base aliada do seu governo para que contestasse e nenhum senador contestou", afirmou Reinaldo.
O tucano destacou ainda que o PSDB, ao votar contra a prorrogação da CPMF, se posicionou em favor do País e contra a carga tributária que assola os brasileiros.
"O que os partidos fizeram não é votar contra os pobres, contra aqueles que precisam de saúde ou do bolsa família, mas votaram a favor do Brasil, para desonerar toda essa carga tributária, que hoje é insustentável no nosso País", declarou o parlamentar.
Reinaldo Azambuja disse ainda que a alta carga tributária dificulta o crescimento do País, tão almejado pelo presidente Lula. "Se nós não nos preocuparmos em desonerar a carga tributária, nós não vamos conseguir o nível de crescimento que nós precisamos, e se hoje o País tem excesso de arrecadação de 60 bilhões, como foi provado lá no Senado, isso se deve a uma política econômica que nós começamos lá atrás e que o governo continuou, teve a racionalidade de continuar", declarou, referindo-se à administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
O deputado ,criticou o governo Lula por tratar mal o dinheiro público e ampliar o gasto com custeios da União.
"Ele foi irracional em tratar mal o dinheiro público, pegando o funcionalismo público de 700 mil pessoas e levando para um milhão e 100 mil funcionários, pegando o gasto de custeio corrente da União, que era menos e aumentando em 80%. Não quero ensinar ninguém a governar, porque quando estivemos no governo tivemos eficiência de fazer o Plano Real, de organizar a economia, passamos a crise, as privatizações, telefone no passado era artigo de luxo, tinha gente que sobrevivia alugando telefone, pobre não tinha acesso a telefone, foi a privatização do governo Fernando Henrique Cardoso que deu acesso a telefone para todo mundo", disparou o tucano, lembrando que o próprio governo Lula já privatizou estradas e parte do setor elétrico do País.
O deputado finalizou reforçando que o governo Lula está reclamando de barriga cheia e que tem condições suficientes de fazer uma política na área a de saúde que realmente atenda às demandas da população.
"Nosso partido votou contra a CPMF, mas votou em favor do povo brasileiro. É só tratar bem esses 60 bilhões de excesso de arrecadação que dá muito bem para custear essas questões. Eu entendo que se houve algum equívoco, não foi dos senadores, que votaram com sua consciência, em favor do Brasil, da diminuição da carga tributária, e eu não tenho dúvida nenhuma de dizer isso, o excesso de arrecadação permite ao governo federal dar conta de suas ações e de seus programas", avaliou finalizou o tucano. (Com informações do Willams Araújo e Fernanda França)
