Natália Moraes/Capital News
Mochi disse que projeto para reforma administrativa na Casa de Leis será entregue na sessão de terça-feira (14)
Tanto a reforma administrativa que está sendo formulada pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) quanto o projeto para ajustes na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS) ainda não foram apresentados à Casa de Leis. Previstas para serem discutidas pelos deputados na primeira sessão do ano ocorrida nesta segunda-feira (7), as propostas devem chegar na próxima semana.
Presidente da Casa de Leis, Junior Mochi (PMDB), declarou que o projeto de reforma administrativa da Assembleia deve entrar em discussão na sessão da próxima terça-feira (14), já que ainda passa por finalizações.
Entre as medidas, estão o corte de comissionados, que deve girar em torno de 25%, a revisão de nomenclaturas internas e período da jornada de trabalho. Ele disse que, de 52 nomenclaturas, apenas 10 devem ser mantidas. Neste caso, a prioridade será para o desempenho individual. “O objetivo da reforma é valorizar o bom servidor”, disse Mochi.
Executivo Estadual
Além da reforma na Casa, os deputados estão na expectativa de receber as medidas que o governador quer implementar no Executivo Estadual.
Mochi disse que deverão ser duas as propostas a serem apresentadas ainda neste mês: uma que prevê a reforma administrativa – com a redução de secretarias, que de 13 devem ficar entre 10 e 11 – e um teto salarial para os servidores. Ele garantiu que Azambuja deve procurar os parlamentares previamente para explicar do que se tratam as medidas.
Deputado Amarildo Cruz (PT), da bancada de oposição, quer verificar exatamente quanto o governo pretende economizar com as medidas. “Se for um desgaste muito grande para pouco resultado, tem que ver se compensa, para que seja o menos doloroso para a população”, disse.
Ainda, Azambuja quer promover uma reforma na previdência, mas, por enquanto, assim como os outros projetos, ainda não explicitou quais seriam as mudanças. À imprensa, em declarações anteriores, ele adiantou que a alíquota e o tempo de contribuição dos servidores devem ser revistos.
Cruz disse que o governador “está dando um passo antes lá de cima”, referindo-se que primeiramente deve ter um resultado da reforma previdenciária a nível nacional para então ver o que será feito no Estado. “Corremos o risco de aprovar algo pior”, disse.


