Parece que a mosca azul da política pica de pai para filho. Pelo menos um em cada dois deputados da atual legislatura tem laços de parentesco com outras figuras da vida pública brasileira. Quatro dos oitos deputados federais eleito em Mato Grosso do Sul tem a tradição familiar de serem políticos. Fábio Trad (PMDB), Luiz Henrique Mandetta (DEM), Reinaldo Azambuja (PSDB) e Wander Loubet (PT). Esse levantamento foi feito pelo site Congresso em Foco.
Dos 564 deputados que assumiram mandato este ano, entre titulares, suplentes e licenciados, 271 (48%) são parentes de políticos. São filhos, netos, pais, irmãos, sobrinhos, tios, primos, cônjuges ou ex-cônjuges de quem tem ou já teve mandato, exerceu algum cargo de nomeação política ou participou de eleição.
Onze dos 22 partidos com assento na Câmara têm ao menos metade de sua representação formada por deputados com familiares políticos. O quadro é de amplo predomínio em algumas das principais legendas do país, como o PMDB, o DEM e o PP, campeões no número de parlamentares com parentes na política entre as cinco maiores bancadas da Casa.
Na genealogia de parentescos políticos dos deputados federais dois dos quatro representantes de Mato Grosso do Sul são parentes. O deputado federal Fábio Trad é filho do ex-deputado Nelson Trad (PMDB-MS), irmão do prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), e do deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB-MS) e cunhado de Antonieta Trad (PMDB), suplentedo senador Waldemir Moka (PMDB-MS). É primo do também deputado Mandetta e do presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Paulo Siufi.
Já Luiz Henrique Mandetta é primo do prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), do deputado Fábio Trad (PMDB) e do deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB-MS). É sobrinho da mulher do ex-deputado Nelson Trad (PMDBMS).
Reinaldo Azambuja que é considerado um dos parlamentares mais ricos do Congresso Nacional foi prefeito de Maracaju e é primo do atual prefeito do município. Maurílio Azambuja (PSDB).
Para encerrar o quadro de deputados federais com parentescos políticos fica o Vander Loubet que é sobrinho do ex-governador governador José Orcírio Miranda dos Santos (PT-MS), o Zeca do PT, e primo do senador Valdemir Moka (PMDB-MS).
Semelhança no Senado
Todo mundo em casa. A Política está virando mesmo um ambiente familiar. No Senado dois em cada três senadores têm algum parente na política. Dois dos três senadores de Mato Grosso do Sul também seguem essa máxima. São eles a tucana Marisa Serrano e o peemedebista Waldemir Moka.
Dos 85 parlamentares que exerceram o mandato este ano, entre titulares e suplentes, 57 são filhos, netos, pais, irmãos, sobrinhos, tios, primos, cônjuges ou ex-cônjuges de políticos. Nessa extensa lista, aparecem 17 senadores que têm familiares exercendo mandato atualmente na Casa vizinha, a Câmara. Oito deles são pais de deputados. Outros dois deputados são pais de senadores.
Na bancada de MS, a senadora Marisa Serrano é prima do deputado estadual Márcio Monteiro e o senador Waldemir Moka é primo do deputado Valder Loubet (PT) e de Zeca do PT, ex-governador.
A “bancada dos parentes” engordou nas últimas eleições. Dos 37 novos senadores eleitos em outubro, 25 têm laços de parentesco com outros políticos, condição desfrutada também por 11 dos 17 parlamentares reeleitos.

Marisa Serrano (PSDB) e Waldemir Moka (PMDB)
Foto e Montagem: Deurico/Arquivo Capital News

wilsonfernandesdeoliveira 12/04/2011
O povo Campograndense, tem que dar um basta no nepotismo através do votoé um absurdo em nossa cidade, uma familia só comandar por muito tempo um municipio.2012 é uma grande oportunidade que teremos mais uma vez.
1 comentários