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Política Sexta-feira, 09 de Março de 2012, 08:36 - A | A

Sexta-feira, 09 de Março de 2012, 08h:36 - A | A

PSDB: Está na hora de inverter a aliança e apoio do PMDB pode vir a ocorrer, diz Azambuja

Lúcio Borges - Capital News (www.capitalnews.com.br)

O deputado federal Reinaldo Azambuja, que é pré-candidato do PSDB a prefeitura de Campo Grande nas eleições 2012, ratificou com a mais absoluta certeza de que não abre mão e que o partido por meio de seu nome estará na disputa no pleito eleitoral deste ano. O parlamentar comentou que este é um projeto nacional dos tucanos, bem como está passado do tempo de alçar vôos maiores e expandir o partido no Mato Grosso do Sul. A confirmação até do lançamento da candidatura para 19 de abril, na presença do senador mineiro Aécio Neves, foi feita em entrevista nesta sexta-feira (9) no programa Tribuna Livre da rádio FM 95 Capital.

“O PSDB está com a decisão definitiva, é um projeto unificado nacional, que em todas as Capitais do país deve haver candidatura para projetar e expandir o partido. Como ainda é legitimo e natural que uma agremiação política do porte do PSDB pleiteie essa condição. Bem como que um filho da terra tenha o estimulo de trabalhar por sua terra natal. Nasci em Campo Grande, fui criado e tudo que aprendi e fiz na maior parte de minha vida foi em nossa Capital”, apontou Azambuja.

O tucano ao ser questionado sobre o posicionamento diante do até então e por anos aliado PMDB, foi enfático em dizer que sempre foram, são e podem continuar a ser aliados, mas que até mesmo os peemedebistas têm que reconhecer a postura e até inverter a aliança. “Sempre estivemos juntos, elegemos as duas vezes, o André, as duas do Nelsinho a prefeitura e ao André governador. Seria uma boa hora para eles retribuírem. Logo que me elegi deputado federal, fui e falei ao governador que estava no momento e que era legitimo o partido colocar uma candidatura na Capital, para o partido não ser ou ficar no constrangimento de não ter coragem de se lançar por inteiro a população”, lembrou.

“O PMDB disse que quer reeditar, continuar a aliança, mais e porque não nos apoiar. Bem pode vir a acontecer, até 5 de julho, um aliado de sempre de primeira hora, eles podem entender que o nosso nome possa estar e seja melhor e eles nos apoiar. Eles já tem o governador, o presidente da Assembleia Legislativa, da Câmara, o prefeito a 20 anos. É natural que haja espaço ou seja aberto posições aos aliados”, acrescentou Azambuja.

Aliança quebrada que pode acabar com cargos nas adminstrações

O pré-candidato foi lembrado dos espaços e cargos que ocupam nas administrações estadual e municipal, mas se diz despreocupado. “Não nos pertence, são do prefeito e de governador, mas que ajudamos a eleger e para isso a ter espaço e a contribuir na administração e não só pelo pessoal. E fizemos isto, com muita competência. As pastas do PSDB são as melhores avaliadas. Se eles quiserem retirar é prerrogativa deles”, comentou.

Ritmo da campanha

A pré candidatura do PSDB está sendo construída politicamente e por ajuda dos eleitores-cidadãos, garante Azambuja. “Estamos discutindo os problemas na Capital, ouvindo a população, até sem pretensão, para nós colocarmos em pratica e até a oferecer a quem quiser. Isto é inédito, pois o político gosta de falar e não muito de ouvir a população”, disse.

Azambuja reconheceu que os programas de governo ou ações geralmente são feitas com base no geral e por alguns ‘passando’ pela cidade. Ele diz que o momento de sua candidatura é também para lançar uma inversão. “Nós queremos ouvir os interessados diretamente, no bairro, com sua visão, porque ele é que está no local. Estamos sentindo as necessidades locais, e isto é o que o PSDB está fazendo e pretende colocar e apresentar no programa de trabalho para governar”, revelou.

O pré-candidato declarou que quer usar a experiência do senador Aécio Neves. “Marcamos com Aécio para estar aqui, inicialmente para dia 19 de abril. Nada melhor do que ele para nós ajudar na Capital, mostrar os caminhos, falar a nossa população, explicar ou apresentar nossos objetivos e até falar de nossa coleta pela cidade do que a população está dizendo e com a experiência dele, construir o nosso programa”, comentou.

“Sou campo-grandense, fiz tudo por aqui, estudei, me formei, trabalhei e fui para Maracajú, por negócios da família e entrei na política local, por incentivo de amigos e por entendermos com o descontentamento local da política, que podíamos contribuir. Tinha por lá na época, um cidadão chamado de loucão, que estava destruindo a cidade. Entramos e fomos prefeito por duas vezes e mudamos a atitude, demos vida nova à estrutura do município”, finalizou.


 

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