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Política Terça-feira, 20 de Março de 2012, 08:14 - A | A

Terça-feira, 20 de Março de 2012, 08h:14 - A | A

PSDB e PPS entregam cargos e Azambuja e Athayde ratificam candidaturas

Lúcio Borges - Capital News (www.capitalnews.com.br)

O prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad, que está coordenando o processo eleitoral 2012 em seu campo e grupo político e pretende fazer seu sucessor, disse nesta segunda-feira (19) ao Capital News que aguardaria posicionamento, ontem e até nesta terça-feira (20), dos aliados de sua administração, mas que estão deixando o agrupamento político que reúne PMDB, PSDB, PPS e DEM, para disputar a prefeitura da Capital. Há pelo menos 16 anos na liderança dos peemedebistas e sendo cooadjuvante, o PSDB foi o primeiro a se reunir oficialmente com Trad, onde o deputado federal Reinaldo Azambuja reafirmou, no inicio da noite de ontem, sua pré-candidatura.

O caso do PPS será mais formalidade, pois o partido já anunciou publicamente que deixa a prefeitura nesta terça-feira ou no máximo até o último dia do mês, 31, como ficou acordado em reuniões anteriores com o chefe do executivo. O pré-candidato e presidente regional do PPS, Athayde Neri já ratificou e como já publicamos irá disputar a eleição e para ter liberdade todo o partido decidiu sobre a saída natural da administração. Ele no sábado (17) falou à reportagem que o projeto é do partido. “Sou candidato com discussão, respeito e respaldo local, estadual e nacional”, apontou.

Nelsinho recebeu Azambuja em seu gabinete, onde trataram sobre a entrega dos cargos entre as duas secretarias comandadas por tucanos, na Semed (Educação) e Funesp (Esportes), dentre outras posições na administração municipal. Com a “entrega” oficial, se posicionou também sobre o pleito eleitoral, confirmando o fim da aliança, ao menos até o 1º turno em outubro de 2012. “Sou candidato e meu sim novamente ao prefeito ao nosso novo projeto e expansão do PSDB. Como também, falei que para tratarmos da sucessão, agora só e é a vez do PMDB nos apoiar”, declarou Azambuja, que então frisou: “Temos nossa candidatura e eles têm a deles”, disse.

Procurando novos caminhos em voo solo

O PSDB foi aliado do PMDB, nas últimas sete eleições, sendo quatro eleições a prefeitura da Capital, tendo André Puccinelli e Nelson Trad na liderança; como ainda nas três ao Governo do Estado, com Marisa Serrano (ex-PSDB) e André (PMDB). Para deixar de ser coadjuvante dos peemedebistas, ampliar poder no Estado, em vista de crescer na região e como projeto nacional do partido, os tucanos decidiram por candidatura própria no pleito de outubro.

Contudo, o PMDB, ainda quer o aliado de “primeira hora”, pois além de perde um partido grande, como vários deputados estaduais e bom tempo de TV, o próprio Azambuja é uma ameaça ao projeto de colocar Edson Giroto na prefeitura e continuar no Paço municipal por mais quatro anos e com isso somar 25 anos no comando da Capital.

“Vamos tentar manter nossa base até o final. Mantendo os quatro secretários indicados pelos então aliados, PPS e PSDB. E com isso seguirmos juntos também nesta eleição 2012. É um time vencedor, todos tem direito natural de pleitear o cargo maior, mas queremos continuar juntos”, tem esperança o prefeito Nelsinho.

Para quebrar a hegemonia de 20 anos do PMDB à frente da Prefeitura, Azambuja espera contar com um aliado do partido rival: o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM), que também chegou a ser cotado para disputar as eleições pelo grupo político dos peemedebistas.

“Tenho amizade com o Mandetta e com o Zé Teixeira [presidente regional do DEM]. Existem afinidades com o DEM e é possível construir uma aliança”, finaliza.
 

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