O projeto de Reinaldo Azambuja (PSDB), que pode aumentar o desconto da Previdência dos servidores públicos, nem chegou e já dá sinais de polêmica. O líder do governo, Rinaldo Modesto (PSDB), defendeu a medida. Já o deputado Amarildo Cruz (PT) avisou antecipadamente que é contra.
Rinaldo defendeu mudanças, citando como exemplo grandes países, que utilizam 6% do Produto Interno Bruto (PIB) para Previdência, enquanto no Brasil este percentual atinge a casa dos 12%.
“A situação é insustentável. A expectativa de vida das pessoas está aumentando e esta conta nunca vai bater. É natural que quem está do outro lado não queira. Mas, vamos agir com franqueza, verdade e mostrando os números. Tem que ser realista. Torço muito para a gente saia desta situação e ninguém precise perder direitos”, opinou.
Já o deputado Amarildo Cruz, que é servidor de carreira, adiantou que é contra o aumento do desconto. “Sou contra. O servidor que vai pagar a conta? Tem que cobrar a conta dos grandes empresários, que ganham concessões e isenções fiscais, dos grandes banqueiros. Eles que têm que pagar esta conta. Isto é um retrocesso”, criticou.
Outros vereadores ainda aguardam a chegada do projeto. O deputado Cabo Almi (PT), que também é da oposição, quer ver o projeto primeiro. Todavia, sinalizou possibilidade de votar a favor, justificando que não vai fazer oposição por oposição.
O deputado Renato Câmara, que é da base de sustentação de Reinaldo Azambuja, também quer ver o projeto antes de opinar. Ele disse apenas que é preciso diálogo. “Nem o céu e nem a terra. Tem que ter bom senso”, defendeu.
O projeto
O governador Reinaldo Azambuja vai seguir exemplo do Governo Federal, aumentando o percentual descontado do servidor na Previdência, passando de 11% para 14%. Segundo Azambuja, só neste ano a previdência deve gerar prejuízo de R$ 738 milhões para o Estado.
O governador ainda quer discutir as mudanças com sindicatos e servidores, para explicar os motivos que levaram ao reajuste. Entre eles, o fato das pessoas estarem vivendo mais. “São medidas necessárias para o equilíbrio. Controle de gastos é você não aumentar suas despesas acima do aumento das receitas, para ter um estado equilibrado e que cumpra suas obrigações", declarou.



