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Política Sexta-feira, 27 de Junho de 2014, 11:49 - A | A

Sexta-feira, 27 de Junho de 2014, 11h:49 - A | A

Prefeitura de Campo Grande vai criar fundo de economia solidária

Alessandra Marimon (Especial para o Capital News - www.capitalnews.com.br)

Campo Grande será o primeiro município de Mato Grosso do Sul a criar um fundo da economia solidária. O Fundo Municipal contará com 10% da receita arrecadada com a taxa de publicidade, além de recursos obtidos por meio de convênios com o estado e a União. O Fundo faz parte da política municipal de fomento deste segmento que envolve projetos produtivos coletivos, cooperativas populares, cooperativas de coleta e reciclagem de materiais recicláveis, agroecologia, agricultura familiar, redes de produção, comercialização e consumo. As informações são da Assessoria de Imprensa da Prefeitura.

Em Campo Grande, são 300 pessoas envolvidas nestes segmentos, reunidas em pelo menos 30 empreendimentos. Como parte desta política, o presidente da Fundação Social do Trabalho, Cícero Ávila, está viabilizando junto ao ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, R$ 4,5 milhões para projetos como a implantação de uma central de comercialização da economia solidária, estruturação de cadeias produtivas, cursos de capacitação e treinamento dos empreendedores.

Ao participar da III Conferência Estadual de Economia Solidária, o prefeito Gilmar Olarte assinou o termo de compromisso com o Fórum Estadual da Economia Solidária para criar políticas públicas de apoio ao segmento. O prefeito apresentou a nota do projeto que será encaminhado à Câmara Municipal que, além do Fundo Municipal de Fomento, prevê a criação do Conselho Municipal da Economia Solidária e concessão de incentivos fiscais.

A proposta a prefeitura foi elogiada pelo secretário Nacional de Política Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, Paul Singer, que esteve na capital participando do primeiro dia da conferência. “É louvável a iniciativa do município que, com certeza, é um dos pioneiros. Além do Governo Federal e dos Estados, é fundamental que as prefeituras também apóiem a economia solidária, afinal estão mais próximas das pessoas”, observou o economista.

Para a representante da comissão organizadora da 3ª Conferência Nacional de Economia Solidária, Sebastiana Amire de Jesus, a disposição da prefeitura de criar esta política de apoio ao setor “é uma conquista, um passo para o reconhecimento em lei dos direitos dos trabalhadores da Economia Solidária”. Na opinião de Sebastiana, o setor precisa de crédito, apoio logístico e um espaço para comercialização, estratégias que fazem da política de fomento que a Prefeitura pretende implantar.

“Temos desafios diários, de construir o bem viver a partir de outra lógica, do trabalho associado e cooperado, uma vez que nós somos educados numa sociedade capitalista para sermos concorrentes. Dentro do movimento da economia solidária é o inverso, nós só somos fortes e capazes quando estamos associados ao outro. Isso é um grande desafio, uma mudança de paradigma interno, de educação. O que esperamos do governo é que ele nos assegure, que sejamos reconhecidos como trabalhadores geradores renda e desenvolvimento no País”, comenta a presidente do Fórum Estadual da Economia Solidária.

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