O secretário de Estado de Habitação e Cidades, Carlos Marun (PMDB), afirmou na manhã desta sexta-feira (28), que existe um conflito de vontades no partido. De um lado o governador André Puccinelli (PMDB), que não deseja concorrer a uma vaga no Senado nas eleições deste ano, e do outro lado, a vontade do partido de lançar a candidatura de Puccinelli. Marun afirmou que o partido irá pressionar o chefe do Executivo estadual para mudar de ideia.
Durante a posse do Conselho de Cidades e apresentação do Plano Estadual de Habitação, o titular da pasta disse que o partido está trabalhando na realidade concreta de lançar candidatos, tanto para a sucessão estadual quanto para o Senado. “Vejo hoje consolidada a candidatura do ex-prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho”, afirmou Marun, que considera uma candidatura forte. “É uma candidatura forte pelas condições pessoais do Nelsinho, porque ninguém pode subestimar o homem público que atingiu o patamar que ele conquistou e que deixou a prefeitura com os índices de aprovação que ele deixou”, ponderou.
Para o secretário, o PMDB conquistou um governo bem avaliado pela população, com índices de aprovação de 75%, segundo Marun. “Nosso candidato é forte, nós podemos pensar que, independente da sensação de favoritismo ao adversário, que essa seja uma eleição liquidada”, disse. “O jogo está para ser jogado. Temos um modelo implantado a 20 anos, e entendemos que esse modelo deve continuar”, afirmou.
Durante a conversa com o Capital News, Marun fez uma crítica velada à atual administração do prefeito Alcides Bernal (PP). “O senador Delcídio do Amaral foi avalista, perante a população, da candidatura de Bernal, e é o povo que vai dizer se ele estava certo ou não”, observou.
“Nós vamos para a eleição, defender esse modelo e lutar pela continuidade do que é bom com as alterações do que precisa ser mudado”, afirmou Marun.

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Foto: Deurico/Capital News
Dúvida cruel: Se a candidatura de Nelsinho Trad para a sucessão estadual já é quase confirmada pelo partido, a interrogação continua sendo uma possível candidatura do governador André Puccinelli ao Senado Federal. Segundo Marun, existe um conflito de direitos no PMDB. “De um lado está o governador em não querer ser candidato, mas de outro tem o partido de pressioná-lo e tentar convencê-lo até que a candidatura seja legalmente possível”, explicou o secretário.
“Se o governador se candidatar ao Senado seria bom para o partido e, principalmente, para o Estado. O André seria de grande valia”, ponderou Marun que disse ver no Senado, o governador André Puccinelli, Delcídio do Amaral (PT) e Waldemir Moka (PMDB).
Mas, o secretário afirmou que esse conflito de interesses tem data para terminar que será no fim de março e começo de abril. Questionado sobre a situação da vice-governadora Simone Tebet, que manifestou sua vontade em pleitear uma vaga no Senado e seguir os passos do pai, Marum acredita que a situação de Tebet não é nenhuma tragédia. “Ela tem condições de assumir o Governo, no caso de André se licenciar, e irá exercer com extrema competência e seguir a trajetória do pai, Ramez Tebet”, disse.
“A posição dela não é nenhuma tragédia, ou ela será senadora ou será governadora”, afirmou Marun, que acrescentou “queria eu estar nas condições dela”, encerrou o secretário.

