Está marcada para o dia 24 de outubro, uma segunda-feira, a reunião entre lideranças do PT para tratar das eleições de Campo Grande e em outros municípios de Mato Grosso do Sul.
O encontro inicialmente marcado para o dia 17 teve de ser adiado em razão da incompatibilidade de agendas entre as lideranças do partido.
Durante o debate sobre as eleições, é esperado que venha à tona a aliança entre o senador Delcídio do Amaral e o governador André Puccinelli (PMDB) para as eleições em Corumbá que já provocou reação interna no PT.
Conforme o deputado estadual Pedro Kemp que figura entre os possíveis candidatos do partido à prefeitura da Capital, a reunião será ampla e reunirá vereadores, a bancada federal, estadual, o senador Delcídio do Amaral e o ex-governador Zeca do PT.
“Queremos um nome de consenso para concorrer. Sem prévias e sem divisões. Sabemos o quanto rachas já prejudicaram o partido. Queremos selar um pacto pela unidade”, comentou o deputado.
Além de Kemp, Zeca do PT, Vander Loubet e Pedro Teruel estão entre as opções de candidatura do partido.
Já o deputado federal Antônio Carlos Biffi diz que na reunião, o partido deverá analisar a conjuntura política para as eleições do ano que vem.
Contudo, ele não acredita que as antigas diferenças entre o ex-governador Zeca do PT e o senador Delcídio do Amaral sejam superadas.
“Isso faz parte da política. Sempre existiram diferenças entre as estrelas do partido”, opina.
“Porém a briga entre Zeca e Delcídio não é um problema propriamente do PT. O partido não tem só os dois. É falsa a ideia de que o debate entre Delcídio e Zeca define os rumos do partido. O que importa é o debate entre as correntes internas”, completa.
Biffi adianta que a corrente interna da qual faz parte, Movimento PT, deve realizar uma plenária no dia 21, sexta-feira, para tratar das eleições. “Vamos tirar uma posição sobre o assunto”, conta.
Em entrevista ao Capital News, Zeca do PT explicou que está disposto a ser candidato, mas fará três exigências ao partido: quer ser candidato de consenso, contar com o apoio político de Delcídio e ainda financeiro para fazer uma campanha com estrutura.
Pedro Kemp acha que é possível chegar um entendimento no que diz respeito às exigências de Zeca. Biffi tem posicionamento mais dura.
“Tudo isso é desculpa. Quem quer ser candidato não pode jogar responsabilidade nos outros”, analisa.
Corumbá
Os petistas tentam resolver um dos maiores pontos de tensão do PT nas eleições municipais em MS: a falta de unidade do PT de Corumbá.
Lá o prefeito Ruiter Cunha (PT) deve apoiar a candidatura do deputado estadual Paulo Duarte que, inclusive, lidera pesquisas de intenção de voto.
Mas, o senador Delcídio do Amaral e lideranças locais ligadas a ele se uniram a um grupo a vereadores ligados a André Puccinelli, o que resultou em um acordo entre o senador e o governador.
Os dois pretendem apoiar um mesmo candidato para enfrentar a candidatura de Paulo Duarte. Porém, na avaliação dos petistas tal combinado pode ser desfeito.
“Lá em Corumbá houve tensão porque o Delcídio tem um grupo político e quer que este seja contemplado no projeto. Acredito que isso possa ser resolvido com diálogo”, mencionou Kemp.
Opinião parecida tem Biffi. “Esta situação é reversível. Acho que Paulinho [Paulo Duarte] é um candidato natural à prefeitura de Corumbá, mas ele errou ao não conversar com todos”, analisa.
Além da ligação com Ruiter, Duarte é bastante próximo de Zeca do PT o que aumenta as dificuldades de diálogo com o senador.
