A votação de projetos na Câmara municipal de Campo Grande ficou novamente parada na sessão ordinária desta terça-feira (20), como ocorreu na última quinta-feira (15) devido a “pauta trancada” por não haver acordo sobre derrubada ou não de veto do prefeito Nelson Trad Filho, ao projeto da vereadora Thaís Helena (PT) que quer obrigar curso de treinamento e simulação contra incêndio em escolas e prédios da Capital.
Os projetos que seriam votados na sessão de hoje, foram transferidos para quinta-feira (22), pois amanhã não haverá sessão ordinária, substituída por uma audiência pública que tratara novamente sobre os problemas do maior hospital da cidade e do Estado, a Santa Casa.
O presidente da Casa, Paulo Siufi (PMDB), confirmou que o veto é que está travando a votação. “O PL sobre a obrigatoriedade da realização de curso de treinamento e simulação contra incêndio em escolas e prédios, ainda não tem acordo entre os vereadores e assim não se coloca em votação”, apontou.
A não entrada em votação trava os que estão na sequência, onde os projetos são votados em uma colocação. “Não se pode passar para o próximo sem que o anterior seja resolvido. Por isso, os demais vetos que seriam votados hoje também foram passados para a próxima sessão’, explica Siufi.
Pauta do dia que ficou parada
Nesta terça-feira (20), seria votado o veto parcial do prefeito Nelsinho Trad (PMDB) ao projeto que proíbe consumo de bebida alcoólica com algazarra e perturbação do sossego nas ruas da Capital. Apesar de a proposta ter sido aprovada no ano passado, em fevereiro o prefeito vetou e pediu mais prazo para regulamentar a lei.
Ainda na sessão de hoje seria discutido e votado o projeto proposto pele vereador Vanderlei Cabeludo (PMDB) que dispõe sobre a apresentação de vídeo educativo, contendo conhecimentos básicos de cidadania para alunos das escolas públicas municipais.
Todos as votações seguiram da última sessão, na quinta-feira (15) que além da falta de acordo para passar os vetos, outro fator foi a “falta de tempo” a serem apreciadas, pois o presidente da Casa, Paulo Siufi, tomou cerca de duas horas do tempo da sessão para discurso na tribuna em combate a denúncias que atingiram sua pessoa, no dia anterior, divulgadas por um jornal semanário da Capital.
