Carlos Alberto Assis e Maria Cecília Amendola da Motta, respectivamente presidente da Fundação Municipal de Esportes (Funesp) e secretária de Educação, em encontro com o prefeito Nelson Trad Filho, foram comunicados da exoneração, a ser publicada até terça-feira (3) no Diário Oficial. Também os dirigentes do PPS, que estão à frente da Fundação de Cultura (Fundac), Roberto Figueiredo, e da Fundação Social do Trabalho (Funsat), Luiza Ribeiro Gonçalves, devem ser convocados a entregarem seus cargos.
Deverão assumir os cargos, até o final do mandato de Nelson Trad Filho, funcionários dos órgãos, e preservados os cargos secundários, normalmente indicação dos secretários e presidentes das Fundações, para evitar qualquer atribulação no desenvolvimento dos projetos e trabalhos em andamento, além da dificuldade em trocar parte considerável de uma equipe de trabalho. Nelsinho aguarda detalhes das gestões e aguarda relatórios detalhados de cada pasta.
Esforço em vão
O enfrentamento dos partidos da base governista municipal ao candidato do PMDB, nas eleições municipais, foi determinante para as trocas de comando. Inicialmente a mudança deveria ocorrer em janeiro, mas os dirigentes do PMDB, encabeçados pelo governador André Puccinelli e pelo prefeito da Capital, Nelson Trad Filho, definiram ganhar tempo e tentar convencer o deputado Federal Reinaldo Azambuja (PSDB) e o vereador Athayde Nery (PPS) a desistirem da candidatura própria e formarem uma base de apoio ao pré-candidato pelo PMDB, Edson Giroto.
Porém, nenhum dos dois pré-candidatos desistiram de suas pretensões e, decidiram pela saída do governo, em função de pretender o fortalecimento das respectivas siglas, que criaram, junto à população, uma face de órgão de sustentação do PMDB em função do apoio prestado às últimas administrações. Assim, mesmo que não atinjam o objetivo de conquistarem a prefeitura ou disputarem um segundo turno, ganharão musculatura para negociar espaços no governo com maior autonomia, e mais força para as eleições de 2014.
