Cinco dos seis candidatos da oposição (Reinaldo Azambuja, do PSDB; Alcides Bernal, do PP; Vander Loubet, do PT; Suél Ferranti, do PSTU; e Professor Sidney, do PSOL) foram nesta tarde de sexta-feira (24) ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MS) protocolar uma ação de investigação judicial eleitoral para apurar a suposta coação dos servidores estaduais pelo governador André Puccinelli.
Ele é acusado de usar do cargo para fazer os funcionários votarem nos candidatos da coligação “Mais Trabalho por Campo Grande”, encabeçada por Giroto (PMDB).
Enquanto isso cerca de 150 pessoas participaram de uma mobilização em frente ao prédio do tribunal, exigindo providências.
O candidato Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou esperar que a Justiça cumpra o seu dever. “Espero que a Justiça apure essa denúncia. Você não contrata eleitor para ter um cabo eleitoral. Não está certo retirar a liberdade dessa pessoa. Ela tem o direito do voto”, disse.
Alcides Bernal (PP) afirmou ser “horrível o que o governador fez com esses servidores”. “Esperamos que a Justiça não se cale para o bem da sociedade”, afirmou.
Para Vander Loubet (PT), a atitude do governador coloca em risco as eleições. “Nós nos unimos para dar transparência às eleições e respeitar a liberdade”, declarou.
Candidato do PSTU, Suel Ferranti opinou que “se a justiça for cega e não partidária tem que dar alguma coisa”, mas revelou estar descrente por acreditar que “os peritos [que vão avaliar o vídeo] trabalham com o governo”. “Quem tinha que fazer a perícia é o povo”, disparou.
Por decisão da juíza da 8ª Zona Eleitoral Denise de Barros Dódero, o vídeo que mostra a suposta coação foi apreendido e encaminhado para a Polícia Federal “para realização de perícia, com a degravação e identificação das vozes dos participantes”.
As imagens do vídeo mostram pessoas declarando ao governador os votos a prefeito e a vereador. Todos falam que vão votar em Giroto (PMDB) e cada um deles cita o nome de um candidato a vereador das coligações que apóiam o peemedebista.
O vídeo também mostra uma servidora falando que quem não comparecesse à reunião seria exonerado.
O governador André Puccinelli nega ter coagido os servidores.



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Fotos: Deurico/Capital News
