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Política Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2015, 17:47 - A | A

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2015, 17h:47 - A | A

No senado, definição de comissões fica para depois do Carnaval

Luana Rodrigues - Capital News

A escolha dos membros das comissões permanentes e a eleição de seus presidentes no Senado Federal só serão concluídos no fim do mês. As articulações entre os partidos para a distribuição dos cargos não avançaram na semana passada, principalmente devido a dúvidas a respeito da representação proporcional das legendas, aspecto que já causou divergências na eleição da Mesa do Senado.

O senador Eunício Oliveira (CE), líder do PMDB e principal responsável pelas negociações da distribuição das presidências das comissões, conversou, durante a semana, com líderes de todos os partidos na Casa em busca de um entendimento.

No entanto, a oposição demonstra desconfiança em relação ao processo. Na formação da Mesa do Senado, PSDB, PSB e DEM, que entendiam ter direito a cargos, ficaram de fora.

Na última terça-feira (10), o presidente do Senado, Renan Calheiros, cobrou em Plenário que os líderes alcancem rapidamente uma conciliação e façam suas indicações. “Faço um apelo aos líderes. É muito importante que eles ultimem essas indicações para que possamos rapidamente realizar a escolha dos presidentes”, disse.

Possíveis nomes
Pelas regras da proporcionalidade, o PMDB, dono da maior bancada, com 18 senadores, terá direito a ser o primeiro a escolher a comissão que quer presidir. Deverá optar pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O partido ainda não sinalizou quem será o indicado.

O segundo partido a escolher a presidência de uma comissão será o PT, com 14 senadores, que provavelmente ficará com a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A indicação da bancada será disputada pelos senadores Gleisi Hoffmann (PR) e Delcídio do Amaral (MS).

O líder do partido, Humberto Costa (PE), espera conseguir chegar a uma decisão consensual.

Vamos tentar construir entendimento para que haja apoio unânime da bancada a um único nome. Mas, se formos obrigados a fazer votação, ela acontecerá democraticamente — assegura.

O PT deve presidir ainda a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). O nome já acertado para o posto é o do senador Paulo Paim (RS). O PMDB também terá direito a presidir mais uma comissão, mas ainda não definiu qual.

Terceira maior bancada, com 11 senadores, o PSDB aguarda os critérios para indicações, mas deve optar pela Comissão de Relações Exteriores (CRE).

Entre os demais partidos que terão direito a presidências de comissões, o único que manifestou preferência foi o PSB, que quer indicar o senador Romário (RJ) para a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).
 

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