Campo Grande 00:00:00 Quarta-feira, 29 de Julho de 2026


Política Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011, 07:12 - A | A

Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011, 07h:12 - A | A

Nelsinho espera “simpatia de Dilma” em 2014

Valdelice Bonifácio - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Empolgado com o resultado de pesquisa que conferiu à sua administração nada menos que 90,17% de aprovação popular, o prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad (PMDB) acredita que está se aproximando do sonho de ser governador de Mato Grosso do Sul.

“Tenho convicção de que vou contar com Campo Grande (...) Isso vai pesar muito porque o eleitor na hora de escolher quem vai gerir o Estado vai querer alguém com experiência administrativa no Executivo”, avalia.

Conforme o levantamento, 21,67% dos campo-grandenses consideram a gestão do prefeito ótima e 53,33% boa, atingindo a soma de 75%. Se o percentual for acrescido da avaliação regular com aprovação, a aceitação vai a 90,17%. Há ainda 3,33% que consideram ruim a administração e 3% péssima.

Após 31 de dezembro de 2012, quando encerrar seu segundo mandato na prefeitura, irá em busca de seu objetivo fora dos limites da Capital. “Vou percorrer o interior. Quando eu sair da prefeitura, vou mostrar para eles que o que eu fiz em Campo Grande posso fazer pelo Estado”, comenta.

Além da aprovação popular, o prefeito espera contar ainda com outro poderoso trunfo: a simpatia da presidente da República Dilma Rousseff que ele apoiou em 2010, contra decisão do PMDB estadual que declarou oficialmente, apoio a José Serra (PSDB).

“Eu ainda não sou candidato, mas quando eu for não terei nenhum problema em pedir [o apoio de Dilma Rousseff]. Pelo menos a simpatia dela eu acho que vou receber”, acredita.

O apoio de Dilma, contudo, também deverá ser disputado por outro pretenso candidato ao governo, o senador Delcídio do Amaral, do PT,mesmo partido que a presidenta.

Aliados à vista

O prefeito considera cedo para falar em alianças para o seu projeto de 2014.

Contudo, deixa escapar que quer ao seu lado antigos aliados como PSDB e PPS que atualmente estudam romper com o PMDB e disputar a prefeitura da Capital no ano que vem.

Mas, para Nelsinho, há possibilidade de convencer PSDB e PPS a não lançarem candidato a prefeitura e manterem a aliança com o PMDB.

“O jogo termina quando o juiz apita. Este jogo ainda não terminou. Não estou duvidando [que eles possam lançar candidato]. Estou acreditando que a gente possa tentar convencê-los a não lançar”, afirma.

Clique na imagem para acessar a galeria

..
Foto: Deurico/Capital News

Conforme Nelsinho é possível oferecer aos aliados a vaga de vice-prefeito. “Quem escreveu meu plano de governo foi o PPS e PSDB junto com o PMDB.

Por isso, que está tendo esta dificuldade, eles não querem sair [da administração] não são companheiros de baldeação, mas de destino”, qualifica.

Foi o próprio Nelsinho quem pediu a partidos políticos com interesse em lançar candidato a prefeito que entregassem os cargos na prefeitura. Ele considera que a permanência será algo desconfortável.

“É melhor, é mais ético o partido sair. Estou esperando apenas o Reinaldo Azambuja [presidente do PSDB] retornar de viagem, para sentar com ele e com o Athayde Nery [presidente do PPS] para definir a situação”, mencionou.

Escolha tardia

A escolha do nome do grupo político para a sucessão de Nelsinho, ficou para o ano que vem. Na avaliação do governador André Puccinelli (PMDB), o nome só sairá em meados de março.

Por experiência própria, Nelsinho não considera a escolha tardia. “Eu fui ungido final de maio ou início de junho [de 2004]. Espero que até abril a gente escolha o nosso candidato”, comenta.

Estão no páreo pelo direito de representar o grupo na disputa eleitoral de 2012, os deputados federais Edson Giroto (PMDB), Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o presidente da Câmara Paulo Siufi (PMDB).

Mas, se depender de Nelsinho, as pesquisas que definirão o candidato devem contar também com o nome da vice-governadora Simone Tebet (PMDB). “É bom para apimentar o jogo”, brinca.

Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS