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Política Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014, 10:28 - A | A

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014, 10h:28 - A | A

MS e outros dois estados sinalizam virada no 2º turno

Gabriel Kabad - Capital News - (www.capitalnews.com.br)

Apenas três viradas se desenham no segundo turno das eleições estaduais, segundo as pesquisas divulgadas pelo Ibope e pelo Datafolha desde o dia 16. Todas estão relacionadas com a eleição presidencial. No Nordeste, o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), já aparece à frente do tucano Cássio Cunha Lima e o vice-governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), está na dianteira em relação ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB). E em MS, o deputado tucano Reinaldo Azambuja ultrapossou o senador Delcídio do Amaral (PT).

Apesar de ser do PSB, Coutinho está alinhado com a reeleição da presidente Dilma Rousseff, para tentar captar os votos do PMDB e do PT na disputa contra o tucano. Já Faria esteve coligado com o PT desde o primeiro turno. Caso as viradas se confirmem, o Nordeste mais uma vez irá confirmar a tradição governista da região: o partido poderá ter um governador aliado do PT no primeiro ou no segundo turno em todos os estados, com as exceções de Pernambuco, onde Paulo Câmara (PSB) ganhou no primeiro turno; e do Maranhão, onde Flavio Dino (PCdoB) foi eleito em uma coligação eclética com o PSB e o PSDB.

Em Mato Grosso do Sul, a disputa passou a ser liderada por Azambuja, que ultrapassou o senador Delcídio do Amaral (PT), que ficou em primeiro lugar no primeiro turno. No Centro-Oeste, todos os estados tendem a eleger adversários dos petistas.

No Distrito Federal, em que o governador Agnelo Queiroz (PT) sequer foi para o segundo turno, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB) abriu dianteira em relação à Jofran Frejat (PR). Rollemberg recebeu o apoio formal do PSDB. Em Goiás, Marconi Perillo (PSDB) continua à frente de Iris Rezende (PMDB). Em Mato Grosso, Pedro Taques (PDT), coligado ao DEM e ao PSDB, venceu no primeiro turno.

As primeiras pesquisas do segundo turno não mostram novidades em relação aos demais estados. No Rio, em pesquisa divulgada ontem, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) conseguiu 46% de intenção de voto medida pelo Ibope, ante 36% do senador Marcelo Crivella (PRB). Ambos apoiam a reeleição da presidente Dilma Rousseff, ainda que Pezão esteja coligado com o PSDB e o DEM. A pesquisa mostra que a diferença se estreitou no estado que é o terceiro maior colégio eleitoral do País. No primeiro turno, Pezão teve o dobro de votos de Crivella.

Se os resultados das pesquisas atuais se confirmarem, o mapa dos governadores mostrará o mesmo aumento de pulverização partidária que emergiu das eleições legislativas. Nada menos que nove partidos irão dividir nesta hipótese as 27 administrações estaduais.

O PMDB conquistaria neste caso oito governos, menos que a meta de dez vitórias que o presidente da sigla, o vice-presidente Michel Temer, havia estabelecido. A conta inclui o Pará e Rondônia, onde os candidatos pemedebistas estão em vantagem númerica, no limite da margem de erro, em relação aos adversários tucanos.

O PT ficaria com cinco administrações, incluindo o Ceará, onde Camilo Santana (PT) permanece estatisticamente empatado com o pemedebista Eunício Oliveira. A conquista mais significativa seria a única fora das regiões Norte e Nordeste: a eleição de Fernando Pimentel para o governo de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do País. A sigla perderia as eleições no segundo turno em Mato Grosso do Sul e no Rio Grande do Sul, em que o governador Tarso Genro permanece atrás nas sondagens do pemedebista José Ivo Sartori.

De acordo com o jornal Valor Econômico, o PSDB já venceu em São Paulo e Paraná e tende a ganhar em Goiás e Mato Grosso do Sul, o que o deixaria com quatro governos estaduais, o mais magro resultado da sigla em 20 anos. Estão em desvantagem em três estados que disputam segundo turno. Também o PSB iria mostrar um recuo, com quatro governos estaduais. O PDT e o PSD ficariam com dois governadores, enquanto Pros, PP e PCdoB elegeriam um.

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