O senador Waldemir Moka (PMDB) acredita que a votação do novo código florestal deve ser mais tranquila no Senado Federal . Ele conta que o presidente da comissão de Meio Ambiente já o procurou pedindo para intermediar a relação com o relator da comissão de Agricultura, para que ocorra um consenso. “Tudo caminha para um consenso. Aquilo que não for possível convergir tem que ir a voto”, opinou.
Moka confidenciou que o debate, e não embate, entre ele e a presidenta Dilma Rousseff (PT) foi para discutir interpretações do novo Código Florestal. Ele explica que a presidenta não gostou do termo “anistia”, encontrado no texto do novo Código. Segundo ele, Dilma ficou preocupada com a possibilidade do termo estimular novos desmatamentos. “Disse que se tivesse estimulo ao desmatamento seria o primeiro a votar contra. Mas, o que existe é acordo... Anistia é quando perdoa uma dívida em troca de nada. Isso é perdão. Essa suspensão se dará no momento em que se regularizar. Está trocando a multa pela regularização da mata devastada” explicou, ressaltando que este foi o motivo da conversa.
Segundo Moka, o termo apresentado pelo relator do código, Aldo Rebelo (PC do B-SP) foi baseado no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2009 entre os ministros do Meio Ambiente e da Agruicultura, ainda no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “O que Aldo fez foi colocar na lei o decreto dos dois ministros”, esclareceu.

