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Política Segunda-feira, 10 de Março de 2014, 15:33 - A | A

Segunda-feira, 10 de Março de 2014, 15h:33 - A | A

Lideranças políticas são cautelosas quanto ao destino de Bernal

Rodson Willyams e Aline Machado para o Capital News - (www.capitalnews.com.br)

Na manhã desta segunda-feira (10), parlamentares de Mato Grosso do Sul repercutiram sobre a decisão do ministro e presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Félix Fisher, que concedeu à Câmara Municipal a retomada do novo julgamento da Comissão Processante que pode cassar os direitos políticos do prefeito Alcides Bernal durante evento na Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul).

De acordo com o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM), “vejo como muita tristeza, Campo Grande perdendo um tempo precioso, perdendo espaço para outras cidades, se diminuindo para fazer um tipo de discussão que só atrasa o desenvolvimento da nossa cidade. Realmente é muito triste.

Ainda de segundo ele, “não gosto de impeachment, acho que o prefeito foi colocado pelas urnas, teve 61% das urnas. O eleitor tem que ser responsável pelos seus atos. Gostaria muito de ver o eleitor voltar na urna e saber se ele gosta deste tipo de administração, se ele gosta que reeleja, se não gosta, ele retira. Não conheço os termos do impeachment para opinar se é legal ou não legal. Mas acho que isso é uma briga política entre a Câmara e a prefeitura”.

Já para o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB), afirmou que também não conhece o processo,mas no entanto, “antes de julgar os nossos vereadores têm autonomia para decisão. Partido não vai tutelar a decisão deles, até porque eles conhecem o processo. Então eles vão decidir dentro da sua consciência”. Logo mais, deve acontecer uma reunião com os vereadores Rose Modesto e João Rocha que pediram orientação para a votação da próxima quarta-feira (12).

Para o principal partido que integra a base do governo municipal, o Partido dos Trabalhadores (PT), até o momento mantém-se fechado com o prefeito. O deputado federal Antônio Carlos Biffi, comentou sobre a suposta declaração que o senador Delcídio do Amaral retiraria o apoio ao chefe do Executivo.

“O PT tem que manter a coerência e continuar defendendo Bernal, a decisão do partido não é o que diz um expoente ou outro, a decisão é partidária. Então o que prevalece é a decisão anterior [manter o apoio]”, explicou Biffe.

O mesmo foi reforçado com o líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Amarildo Cruz, “até o momento não participei de nenhuma reunião de instância partidária que deliberasse essa questão. Não recebi nenhuma convocação, e se caso acontecer ainda temos à noite. Mas eu vou continuar na base do prefeito, não vou abandonar agora”, finalizou.
 

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