Parece ter chegado ao fim as negociações por cargos na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Os deputados do PSDB, que anunciaram chapa para concorrer com Junior Mochi (PMDB), devem recuar e ficar apenas com o espaço que já têm.
Liderados por Beto Pereira (PSDB), os tucanos anunciaram candidatura própria e chegaram a pedir ajuda do governo para convencer deputados a lhes apoiarem, mas não deu certo. Reinaldo Azambuja (PSDB) não quis enfrentar Mochi e Zé Teixeira (DEM) e os tucanos ficaram sem votos.
Mochi e Zé Teixeira são da base de Azambuja e não aceitaram recuar para atender o desejo dos colegas tucanos. Para evitar conflito, o governo não se esforçou para fazer a vontade dos deputados tucanos, que terão que recuar para evitar uma derrota que poderia atingir o governo.
O grupo de Mochi já estava convicto da vitória, costurada há mais de três meses, e sempre avisou que iria para o voto. Os tucanos, por sua vez, diziam que alguém teria que ceder e este papel coube a eles.
Sem os cargos principais na Mesa Diretora, tucanos tiveram que mexer nos cargos que estão à disposição e já lhes pertenciam. Rinaldo Modesto (PSDB) deixa a liderança para assumir a vice-presidência da Assembleia. Maurício Picarelli (PSDB) assume o posto de líder do governo e Beto Pereira (PSDB) fica com a liderança do bloco governista e tentará a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.
Os tucanos queriam a presidência por terem maioria dos deputados. Porém, com os votos, Mochi e Zé Teixeira ignoraram o pedido e mantiveram a chapa, alegando que também são da base. Diante do impasse, caberá aos tucanos indicarem o primeiro, segundo e terceiro vice-presidente da Casa.



