Mesmo depois do Partido dos Trabalhadores (PT) afirmar em evento que terá candidatura própria na Capital, o governador André Puccinelli (PMDB) continua falando da possibilidade de aliança entre PMDB e PT. Nesta manhã, o governador chegou a conferência do trabalho ao lado do ministro do Trabalho, Carlos Luppi, senador Delcídio Amaral (PT) e do rival declarado, Dagoberto Nogueira (PDT).
O governador foi questionado mais uma vez sobre a sua aproximação com o PT, PDT e Delcídio Amaral, depois que o ministro Luppi disse que acredita em uma aliança entre os partidos na Capital. Ao falar sobre o assunto, Puccinelli voltou a lembrar que foi abandonado no altar e fez piada com a situação:
“Não sou eu quem está rodando a bolsinha. Eles que estão me assediando... Estão passando vaselina em mim... Que não façam como da outra vez, que me abandonaram no altar”, declarou. O governador disse ainda que gosta de ser disputado e que na política tudo se conversa e tudo se pensa.
“Cada eleição é uma eleição. O PSDB afirma que lançará candidato. Ante a declaração pública de que quer namorar, vamos analisar... Não foram eles quem propuseram o namoro. Vamos escutar e escutar não tira o pedaço”, disse, ao comentar uma possível vice-prefeitura com o PT encabeçando a chapa.
Durante evento ontem na Capital o PT fez questão de reafirmar a candidatura própria em Campo Grande e garantiu que não vai se aliar ao PMDB na Capital. Na ocasião, o deputado Paulo Duarte (PT), ferrenho crítico ao governo de Puccinelli, disse que o evento colocava uma pá de cal na candidatura do PT em Campo Grande, reafirmando as pré-candidaturas com Zeca do PT, Pedro Kemp (PT), Pedro Teruel (PT) e Vander Loubet (PT).
