O PMDB pode se aliar ao PSB em Mato Grosso do Sul e apoiar a candidatura à Presidência da República de Eduardo Campos. Reportagem do site Estadão afirma que nos Estados onde o PT está tendo dificuldades de alianças com os peemedebistas há tendência é a parceria do PMDB com o PSD.
Em Mato Grosso do Sul, segundo a reportagem, o PMDB reclama do fortalecimento político do senador Delcídio Amaral (PT), cotado para disputar o governo. A presidente Dilma Roussef foi até a capital, entregou de 300 ônibus ao lado do governador André Puccinelli, mas o PMDB não descarta dar palanque a Campos. "A tendência é apoiar Dilma, desde que possamos lançar candidato. Quem pode estragar isso é o PT", afirmou o senador Waldemir Moka (PMDB-MS).
Já o vice-presidente do PMDB em MS, Esacheu Nascimento, defende que a legenda tenha candidatura própria à Presidência da República no próximo ano. “Sou do grupo que defende candidatura própria. Devemos esgotar dentro do PMDB as conversas para candidatura própria. Há uma possibilidade da Dilma [presidente] não concorrer à reeleição e o candidato do PT ser o Lula [ex-presidente Luiz Inácio Lula da SILVA]. Caso isso ocorra, o Eduardo Campos deve ser aliado do Lula”, disse.
Esacheu Nascimento lembra que o PMDB não definiu até o momento se permanecerá ao lado do PT em âmbito nacional, porém garante que o vice-presidente da República, Michel Temer, já declarou que todos os dirigentes peemedebistas dos estados terão que seguir a orientação nacional. “O Michel Temer já declarou que não aceitará dissidências dentro da legenda. Todos os estados terão que cumprir o programa partidário nacional do PMDB”, finalizou.
Para a possibilidade de aliança do PSD e PMDB em MS, a presidente do diretório municipal do PMDB em Campo Grande, vereadora Carla Stephanini, as “duas legendas já andaram juntas” na última eleição municipal de Campo Grande, mas lembra que o PMDB vai conversar com todas as legendas para definir qual será a coligação. “O diálogo acontece com todos os partidos. O PMDB trabalha na construção da sua candidatura própria, mas é preciso manter o diálogo com todos os partidos”, explicou.
