Ao mesmo tempo em que aguarda a reconciliação com o senador Delcídio do Amaral e viabilizar sua eleição como presidente do partido, o ex-governador Zeca do PT articula-se na tentativa de arregimentar apoio visando às eleições para o governo estadual de 2010.
Empolgado por resultados de pesquisas para consumo interno, Zeca intensificou os contatos com lideranças partidárias de olho em acordos políticos que o credenciem a buscar o terceiro mandato como governador de Mato Grosso do Sul.
Na prática, o desejo de Zeca é enfrentar o governador André Puccinelli (PMDB), que deve buscar a reeleição, nas próximas eleições para o Parque dos Poderes.
Hoje de manhã, por exemplo, o ex-governador recebeu em seu escritório político, localizado na Galeria Rio Negro, na rua Padre João Crippa, centro da Capital, os presidentes regionais do PTB, Ivan Louzada, e do PSB, ex-deputado estadual Sérgio Assis, além do presidente de Honra do PDT, João Leite Schmidt.
Antes disso, o ex-governador tem corrido em busca de apoio no interior, para onde tem ido constantemente conversar com dirigentes partidários e lideranças políticas locais.
Nas eleições municipais de outubro, o PTB integrou a coligação que reelegeu o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad. Conduto, a cúpula da legenda garante que até agora não foi chamada nem para um cafezinho.
Apesar de encontros separados com os dirigentes partidários, a conversa era uma só: “sou candidato ao governo do Estado nas eleições do ano que vem”.
Nem mesmo os processos que enfrenta na Justiça por conta de denúncias por suposta prática de improbidade administrativa, desmotivam o ex-governador, que já conseguiu se livrar de alguns.
“Ele demonstrou muito entusiasmo com os números das pesquisas e disse que não tem pretensão de ir para Brasília. Disse que quer ser presidente do PT e disputar o governo, se não der, vai para casa e ajudar os companheiros”, atestou Ivan Louzada, que se reuniu com Zeca após Sérgio Assis deixar a sala.
Na conversa, Zeca teria dito que sua idéia, mesmo caso não vença as eleições é eleger dentro de sua coligação uma bancada de 10 a 15 deputados estaduais, além de representantes na bancada federal.
O ex-governador, segundo Louzada, vai procurar a cúpula nacional do PT, após o Carnaval, para colocar sua posição. “Ele disse ainda que quer conversar com o senador Delcídio, com o presidente Lula e com o ministro Paulo Bernardo (Planejamento)”, acrescentou o dirigente petebistas.
Louzada garantiu que o PTB está aberto ao diálogo com qualquer partido e lideranças políticas. No entanto, deixou claro que o que for melhor para o partido em termos de aliança, levará a discussão para apreciação dos diretórios regional e municipais.
“Não temos restrição a nenhum partido, tanto é que nas eleições para prefeito o PTB se coligou com o PT, PR, DEM, PDT, PMDB, entre outros”, lembrou o dirigente na conversa com o ex-governador.(Conjuntura Online)
