Desentendimentos e choque de lideranças marcam o Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso do Sul. Richas que se tornaram evidentes a partir de 2006, quando o senador Delcídio do Amaral disputou o governo do Estado sem o apoio do então governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT tendem a se acirrar em 2009. E, por incrível que pareça, esse apoio apareceu apenas nas duas últimas semanas de campanha.
Neste ano que se inicia o que se percebe é que o PT terá de passar por reestruturações e definições se quiser continuar como um dos partidos fortes do Estado e mesmo lançar candidatos de consenso nas próximas eleições.
Sem entendimento, os grupos rivais começam a construir as suas trincheiras para o grande embate. O resultado desta disputa vai definir quem fica, quem sai ou, na melhor das hipóteses, os líderes rivais declaram cessar-fogo para acabar de uma vez por todas com a guerra interna.
O próprio Zeca do PT, apesar de negar saída do partido já foi convidado pelo PDT para tornar-se membro, sendo garantido a ele vagas de liderança e mesmo candidatura a altos postos. No entanto, Zeca tenta dar trégua aos embates, mas ainda não é possível haver um ponto de encontro dentro do PT.
Já o senador Delcídio do Amaral não expõe publicamente a sua opinião, mas em conversas reservadas com os seus correligionários deixa claro que não confia na palavra do ex-governador, porque já foi "muito sacaneado por ele" e acha que chegou a hora de "depurar o PT" com o surgimento de novas lideranças.
Nota-se que há disposição de setores do PT de isolar o ex-governador ou mesmo forçá-lo a sair do partido, deixando a legenda livre nas mãos de Delcídio que hoje tem muita mais credibilidade política tanto em Brasília quanto em Mato Grosso do Sul. (Com informações do Correio do Estado)
