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Política Quarta-feira, 07 de Janeiro de 2009, 07:15 - A | A

Quarta-feira, 07 de Janeiro de 2009, 07h:15 - A | A

Embates podem obrigar definições no PT em 2009

Lucia Morel - Capital News

Desentendimentos e choque de lideranças marcam o Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso do Sul. Richas que se tornaram evidentes a partir de 2006, quando o senador Delcídio do Amaral disputou o governo do Estado sem o apoio do então governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT tendem a se acirrar em 2009. E, por incrível que pareça, esse apoio apareceu apenas nas duas últimas semanas de campanha.

Neste ano que se inicia o que se percebe é que o PT terá de passar por reestruturações e definições se quiser continuar como um dos partidos fortes do Estado e mesmo lançar candidatos de consenso nas próximas eleições.

Sem entendimento, os grupos rivais começam a construir as suas trincheiras para o grande embate. O resultado desta disputa vai definir quem fica, quem sai ou, na melhor das hipóteses, os líderes rivais declaram cessar-fogo para acabar de uma vez por todas com a guerra interna.

O próprio Zeca do PT, apesar de negar saída do partido já foi convidado pelo PDT para tornar-se membro, sendo garantido a ele vagas de liderança e mesmo candidatura a altos postos. No entanto, Zeca tenta dar trégua aos embates, mas ainda não é possível haver um ponto de encontro dentro do PT.

Já o senador Delcídio do Amaral não expõe publicamente a sua opinião, mas em conversas reservadas com os seus correligionários deixa claro que não confia na palavra do ex-governador, porque já foi "muito sacaneado por ele" e acha que chegou a hora de "depurar o PT" com o surgimento de novas lideranças.

 

Nota-se que há disposição de setores do PT de isolar o ex-governador ou mesmo forçá-lo a sair do partido, deixando a legenda livre nas mãos de Delcídio que hoje tem muita mais credibilidade política tanto em Brasília quanto em Mato Grosso do Sul. (Com informações do Correio do Estado)

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