Preocupados em se reeleger ou coordenar campanhas eleitorais, os senadores sul-mato-grossenses resolveram diminuir o ritmo no Congresso Nacional. Literalmente, o Senado decidiu entrar em marcha lenta neste início de 2010 e acabou esvaziado nas 18 votações nominais realizadas entre 10 de março e 11 de maio. O único senador do Estado que esteve em todas as votações é Valter Pereira (PMDB).
Segundo levantamento realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo, a média de senadores que registraram votos é de apenas 46, de um total de 81. Ao todo, foram a plenário 17 matérias para confirmar indicação de embaixadores e ministros de tribunais superiores e uma para alterar uma resolução da Casa. E pouco mais da metade dos parlamentares tem comparecido e atuado efetivamente nesses primeiros quatro meses do ano legislativo.
Os senadores por Mato Grosso do Sul pelo menos têm algumas justificativas. O senador petista Delcídio do Amaral enfrenta problemas no PT e tenta fazer suas articulações para tentar se reeleger nas eleições majoritárias. Já a preocupação da senadora tucana Marisa Serrano é mais complicada, pois, além de ser vice-presidente nacional da sua sigla, ainda é a coordenadora da agenda do candidato à Presidência da Republica José Serra (PSDB). O senador peemedebista Valter Pereira que não é candidato a reeleição, pois perdeu as prévias para o deputado federal Valdemir Moka (PMDB), está com mais tempo para se dedicar integralmente ao Senado.
A votação do dia 20 de abril, que referendou Maria Elisa de Bittencourt Berenguer como embaixadora do Brasil em Israel, teve o menor quórum, com apenas 31 presentes. O maior, com 57 senadores, aprovou o nome do desembargador do Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE), Raul Araújo Filho, para ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Apenas um senador, Valter Pereira (PMDB), votou em todas as matérias, e apenas um, Marco Fecury (PMDB-MA), teve zero participação - passou por cirurgia, está em licença médica e, segundo seu gabinete, volta dia 1.º de junho. Os demais ou não compareceram ou estiveram presentes, mas não registraram voto ao menos uma vez. Assessores informaram que as faltas dos senadores têm sido justificadas.
Por: Eduardo Penedo - (www.capitalnews.com.br)
