O deputado federal Vander Loubet (PT), que é o pré-candidato petista a prefeitura de Campo Grande, falou nesta manhã de segunda-feira (19) ao programa Tribuna Livre, na rádio FM 95 Capital, sobre o que tem contribuído com as últimas desestabilizações e brigas do governo Dilma Rousseff, como também de sua segunda disputa ao cargo de prefeito da Capital. O parlamentar usou uma palavra, “espaço”, para resumir os temas: é uma “busca por espaço natural” em Brasília e na Capital há “espaço para mudança” após panelinha de 20 anos.
Vander, em uma entrevista aberta e como deputado da base do governo federal na Câmara dos deputados, foi questionado sobre sua participação e de seus companheiros na crise político-partidária que vem a cerca de duas semanas tomando conta dos noticiários e mais ainda dos debates e ações da presidenta Dilma, contra e a favor de partidos aliados a administração. “Todo governo tem crise, ainda mais em uma coalizão partidária, onde todos querem ou tem que buscar espaço e é natural. Mas não é tão grande como querem mostrar ou alguns tentam fazer ser”, apontou.
Já quanto as eleições 2012, com contudencia, ratificou que a candidatura do PT e seu nome estão consolidados e está em busca dos aliados. “Respeitamos o direito de todos de sair, mas estamos atrás. E queremos trazer os aliados históricos e se possível os que estão apontando candidaturas. Mas incentivamos a disputa com todos para termos mais propostas e ter um segundo turno, que é outra eleição”, disse.
Por que pulverizar? “É exemplo da última. O Zeca foi em eleição plebiscitária e teve 43%, mas faltou outro para não ter dado 50% ao André, que ficou perto. Como ainda uma chapa de deputados. Eles, os adversários,sabem disso e fazem uma rede de candidatos que abrange toda a cidade e assim conseguem abranger tudo”, apontou.
Outro ponto que Vander acredita ser fato para as eleições deste ano é que todos os candidatos são “novos” e não tem densidade para sair “na frente”. Como ainda a população quer uma “mudança” na forma ou estilo de administrar. “O Giroto não tem mais de 20% e segundo turno é outra eleição. Vemos pelas ultimas, todos que chegaram em 1º, perderam para o segundo. Fizemos uma pesquisa, onde mostra que a população vê que só tem uma panelinha governando há 20 anos e tem espaço para mudança e as pessoas estão querendo qualidade de vida. A eleição municipal tem relação direta com as pessoas, porque mexem com o dia-a-dia dela e tem espaço de gargalos na cidade que foram deixando nesses 20 anos. A mudança é um grande momento, se houver coragem política”, avaliou.
Avaliando após levantamento
Vander disse que avaliou com aqueles que querem dividir, ampliar ou mudar o poder na Capital. “Disse isso ao Alcides, ao Antonio João, ao Dagoberto, pois eu é que sou o bagrinho aqui, eles tem programa de rádio, jornal e com isto estou confiante, tem espaço e o PT tem eleitorado fidelizado, as ações do governo federal, a força e ações da bancada federal. Nós temos o que mostrar, nós temos garrafas para vender. E a população quer ver este ou algo diferente na administração da Capital que é a mesma em duas, três décadas. Continuar o que estiver bom e colocar novidades que não se praticam”, apontou.
Crise em Brasília é em partes incoerência de todos os partidos
Os casos são pontuais com os Ministérios em abertos, após problemas gerados por gestores dos próprios partidos que estavam no comando. “Nenhum fato é nos Ministérios do PT ou ocasionado por parte do partido, como alguns dizem ser. Mas o maior problema é político externo e não na administração em si. São as presidências do Câmara e Senado. O PT já disse e semana passada 47 deputados estiveram em minha casa e vamos cumprir o acordo das presidências. Mas até o que o governo está vendo é que não pode as duas Casas de lei ficarem nas mãos só do PMDB”, declarou Vander.
Quantos aos cargos e as nomeações nos Estados, Vander disse pode ser problema ou virar um se os aliados não avaliarem sua incoerência e ver também que tudo são acomodações de acordo com a realidade que se passou ou se criou em cada local. Como avaliou que a situação que eles reclamam, não acontece na administração deles e o que já está tendo conseqüência para na aliança estadual.
“Aqui no Estado, como ficam, onde até eles estão colocando como caso Nacional, que tomamos algo deles (PMDB). Eles não apoiaram o PT na eleição e nem nós aqui. Além de que o cargo é acordado, que é do Ministro do partido da pasta. Assim, quando o Ministro era deles, o cargo também aqui no Estado. Mudou o ministro que foi para o PT. Natural que o PT indicasse o cargo. Olha a incoerência deles aqui, olha o comportamento do André (governador), os aliados deles não tem espaço no governo do Estado e nem na prefeitura. A candidatura do Azambuja (deputado Reinaldo do PSDB) e a quebra de alianças deles é por falta de espaço. E não é falta de espaço que não existe em Brasília”, ponderou.
O deputado disse que Dilma e toda a política nacional está sendo avaliada, para que até se tenha menos base. “Melhor menos mais com consistência, que garanta o número adequado e tranquilidade, do que ficar gerando crise todos os dias. Onde realmente é muita gente”, disse.
