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Política Sexta-feira, 14 de Março de 2008, 18:44 - A | A

Sexta-feira, 14 de Março de 2008, 18h:44 - A | A

Dois senadores superaram limites de gastos em fevereiro

Agência Senado

Os senadores Ideli Salvatti (PT-SC) e Paulo Duque (PMDB-RJ) excederam o limite de gastos com verba indenizatória no mês de fevereiro. Ambos superaram o teto de R$ 15 mil, mas receberam mesmo assim compensação do Senado. As contas com verba indenizatória são fechadas a cada seis meses e os parlamentares podem acumular saldo de um mês para o outro.

A verba permite aos parlamentares serem reembolsados por despesas relativas ao mandato dentro do limite de R$ 15 mil mensais. Estão dentro dessas despesas gastos com aluguel de escritório político, combustíveis, consultorias, entre outros. Os dados sobre esses gastos a partir de fevereiro estão disponíveis para consulta no site do Senado.

Para superar o teto, Ideli, que é líder do PT, gastou R$ 4.615,14 com aluguel de móveis para seu escritório político, R$ 3.631,71 para a compra de material de escritório e outros R$ 980,00 em consultoria. A senadora gastou ainda R$ 6.878,32 com locomoção, hospedagem e combustíveis, totalizando R$ 16.105,17.

A assessoria da líder do PT afirma que o gasto extra do mês de fevereiro foi compensado porque a senadora utilizou menos do que tinha direito em janeiro. Ideli afirma que não divulgará os detalhes dos gastos porque esse é um acerto de todos os senadores. “Eu defendo a abertura de todos os dados desde que seja feita também por todos os senadores.”

Colega de Ideli entre os campeões de gastos, o senador Paulo Duque usou ao todo R$ 16.883,17 em fevereiro. Ele foi ressarcido por gastos de R$ 7.058,62 com aluguel, R$ 9.570,93 com locomoção, hospedagem e combustíveis e R$ 253,62 com material de escritório.

A justificativa da assessoria de Duque é a mesma de Ideli: o senador tinha saldo do mês de janeiro, que seria de cerca R$ 5 mil. A assessoria do senador também não divulga os detalhes dos gastos, mas afirma que eles são legais.

A diretoria de controle e fiscalização do Senado confirmara ao G1 que os dois senadores realizaram gastos excedentes dentro dos saldos que tinham de janeiro.

Erro no sistema

Lançado no dia 3 de março, o sistema de divulgação de gastos ainda apresenta falhas. Na manhã dessa sexta-feira (14) o sistema registrava gastos acima do limite também para o senador Demóstenes Torres (DEM-TO), líder da minoria. O dado, porém, estava errado e foram corrigidos no início da tarde.

No limite

Além dos senadores que superaram o limite de gastos em fevereiro, outros quatro atingiram o teto de gastos e mais cinco chegaram perto do valor máximo de R$ 15 mil.

Epitácio Cafeteira (PTB-MA) usou todo o limite, tendo gasto R$ 1 mil com aluguel, R$ 2,5 mil com material de escritório e R$ 11,5 mil com locomoção, hospedagem e combustíveis. Cristovam Buarque (PDT-DF) utilizou R$ 15 mil entre aluguel de móveis e divulgação de atividade parlamentar.

Também no limite, Gilvam Borges (PMDB-AP) usou todos os R$ 15 mil a que tem direito dentro da rubrica aluguel. Marcelo Crivella (PRB-RJ), por sua vez, empregou R$ 15 mil com gastos com consultoria.

Perto do teto estão os senadores Delcídio Amaral (PT-MS), Jayme Campos (DEM-MT), João Vicente Claudino (PTB-MA), João Pedro (PT-AM) e Rosalba Ciarlini (DEM-RN). Todos eles realizaram gastos acima de R$ 14 mil.

Adesão cresce

No fim da segunda semana de divulgações dos gastos dos senadores, o número de parlamentares que incluíram suas despesas no sistema quase triplicou.

No dia 3 de março, apenas 27% dos senadores haviam divulgado seus gastos, enquanto nessa sexta-feira 58 senadores (71% do total) já haviam feito suas declarações.

Pelos dados registrados até agora, foi pago aos senadores no mês de fevereiro a título de verba indenizatória o montante de R$ 537 mil.

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