Coadjuvante nas eleições de 2010, a disputa pelas duas cadeiras no Senado se tornou uma dor de cabeça para as principais lideranças partidárias em Mato Grosso do Sul. Além de terem de lidar com a definição do nome que irá pleitear o Parque dos Poderes, PT, PSDB, DEM e PMDB tentam acertar o xadrez das composições a fim de garantir o arranjo mais vantajoso possível do ponto de vista eleitoral.
Ocorre que para chegar ao “xeque-mate” e compor uma chapa majoritária forte, o governador André Puccinelli terá de se debruçar no tabuleiro de xadrez por várias vezes, até arrumar todas as peças. Como o PMDB é aliado ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, onde comanda seis ministérios, a estratégia em Mato Grosso do Sul seria acomodar Delcídio do Amaral na chapa integrada por um peemedebista. E é justamente aí que está toda a dificuldade.
Dentro do PMDB, portanto, não há tanta resistência assim para que esse projeto político prospere. O maior problema é no próprio partido do presidente Lula. A ala xiita do PT é contra a esse tipo de entendimento, lembrando que o partido pode crescer com candidatura própria.
Seguindo essa linha de raciocínio, o ex-governador Zeca do PT, que administrou Mato Grosso do Sul por dois mandatos, se articula na tentativa de voltar a governar o Estado. Como estratégia, começou a se defender das ações na Justiça atacando seus adversários políticos. Por onde tem andado, não preserva o governo de André Puccinelli.
No último carnaval no Rio de Janeiro, onde passou com presidente da República, levou um “dossiê” com a “verdadeira fase” do peemedebista que, segundo ele, faz elogios à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, sobre os investimentos com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), ao mesmo tempo em que crítica os petistas locais. (Conjuntura Online)
