Os deputados estaduais da base aliada do atual governo do Estado - que incluem partidos que estão saindo da longa aliança, ao menos em Campo Grande, devido ao lançamento de candidatura própria a prefeitura da Capital – não acreditam que o governador André Puccinelli, faça algum tipo de retaliação ou mudanças na esfera da administração estadual. O chefe do executivo estadual declarou nesta terça-feira (13) que pode seguir o exemplo do prefeito Nelson Trad Filho e retirar dos cargos de confiança aqueles que forem de partidos, como o PSDB e PPS, que lançarem candidatos a concorrer à eleição municipal. “Se for preciso faço o mesmo e emendo no Governo também”, disse André.
Os deputados ouvidos pela reportagem disseram que os processos são distintos e mesmo que não temem as demissões em possíveis cargos de indicação parlamentar. Como ainda não vêem demissões no Estado, pois a maioria dos secretários é de nomeação “particular” do governador.
A parlamentar Dione Hashioka (PSDB), diz que não pensa nisso e acredita que cada processo eleitoral é distinto e tem sua particularidade por cidade. “Creio que há maturidade suficiente para não ocorrer. Não vejo influencia na composição da AL-MS, estamos trabalhando ou representamos os 78 municípios. E só a Capital não pode determinar a ação política”, apontou.
Para Eduardo Rocha (PMDB), que esteve ao lado de Dione, disse que com uma resposta do nível da deputada, resumia tudo. Mas acrescentou que no que cabe aos parlamentares da base aliada, não se mexe, pois é composição. “Acredito que não vai ter ou deve demitir no Estado. O trabalho continua. Não influência. Como também não nos cargos dos deputados, não vai ou não ‘pode mexer’. Além de que não há muito que mexer, quem está lá é por gosto do governador. Como vocês dizem: são os queridinhos do André. É uma equipe”, explicou.
Já o deputado Zé Teixeira (DEM) confirma a não influência na questão e é mais direto no pouco a se mexer. “O André é turrão e tem uma equipe fechada, que o acompanha há anos. Em que vai mexer”, sentenciou.
Declarações pessoais
O fim dos cargos de confiança nas administrações do PMDB de Campo Grande e do Mato Grosso do Sul, ocupados por aliados históricos pode estar chegando ao fim nos próximos dias, em conseqüência do fim da aliança que sempre foi comandada pelos peemedebistas. O agrupamento político que envolvia PMDB, PSDB, DEM e PPS na Capital, há cerca de 16 anos, em um primeiro momento neste processo eleitoral de 2012 chegou ao fim. O fato vem se concretizando após o lançamento de candidatos próprios a prefeitura da Capital pelos tucanos, Reinaldo Azambuja e Athayde Nery, pelo PPS.
O prefeito já propôs a saída e trocará secretários nos próximos dias. O governador disse ontem à tarde que deve fazer o mesmo e diz ser natural o processo. Na prefeitura, o chefe do executivo, que tem candidato do PMDB, a sua sucessão, negociou prazos e aliados já anunciaram que saem dos cargos entre os dias 20 a 30 deste mês.
O PPS já confirmou que deixa os cargos no dia 20 de março e o prefeito deve anunciar nos próximos dias a exoneração dos secretários do partido e do PSDB. Atualmente, o tucanato ocupa a Secretaria de Educação, com Maria Cecília Amêndola e a Funesp (Fundação do Esporte), presidida por Carlos Alberto de Assis. O PPS está à frente da Funsat (Fundação Social do Trabalho), presidida por Luiza Ribeiro, Fundação de Cultura, ocupada por Roberto Figueiredo, e o IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande), presidido por Cézar Galhardo.
