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Política Terça-feira, 23 de Novembro de 2010, 10:52 - A | A

Terça-feira, 23 de Novembro de 2010, 10h:52 - A | A

Deputados federais de MS também reprovam retorno da CPMF

Jefferson Gonçalves - Capital News

Sete dos oito deputados federais eleitos e reeleitos nas eleições deste ano em Mato Grosso do Sul também são contrários à volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) repaginada como CSS (Contribuição Social da Saúde). Marçal Filho (PMDB), Fábio Trad (PMDB), Geraldo Resende (PMDB), Luiz Henrique Mandetta (DEM), Reinaldo Azambuja (PSDB), Antônio Carlos Biffi (PT) e Vander Loubet (PT) defendem mais recursos para a saúde, mas não por meio do retorno da CPMF, enquanto Edson Giroto (PR) não manifestou opinião a respeito até o fechamento desta matéria.

Segundo o deputado federal reeleito Marçal Filho (PMDB), o retorno da CPMF apenas poderia ser cogitado caso o Governo Federal aceitasse abrir mão de um outro imposto estipulado a sociedade. “Quando existia a CPMF, pelo menos aqui em Dourados, o atendimento nos hospitais era tão ruim quanto está hoje. O imposto não resolveu o problema na saúde para os usuários do SUS no passado e não acredito que vá resolver agora”, analisou, lembrando que a carga tributária brasileira já é muito alta e que a União deve encontrar outra fonte de recursos para a saúde que não seja a criação de um novo imposto. “Ninguém agüenta mais, precisa ter uma reforma tributária com um direcionamento melhor para os impostos”, finalizou.

Já o deputado federal eleito Fábio Trad (PMDB) destaca que o Brasil precisa melhorar o gerenciamento dos recursos disponíveis e combater a corrupção, que é uma prática tão sistêmica quanto nociva por onde escoam os recursos que deveriam salvar vidas. “A classe média já carrega um imenso fardo tributário e não suporta mais contribuir como se fosse um cidadão de primeiro mundo, recebendo em troca serviços públicos de terceiro mundo. Contudo, não rejeito definitivamente a CSS, penso que até apoiaria desde que fosse cobrada apenas sobre quem tem movimentação financeira bem alta. Além do mais, teria que haver garantia de que ela seria usada exclusivamente para a saúde”, mencionou.

As discussões em torno da volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) repaginada como CSS (Contribuição Social da Saúde) também chegaram a mobilizar a bancada de Mato Grosso do Sul no Senado com os parlamentares Delcídio do Amaral (PT), Marisa Serrano (PSDB) e Waldemir Moka (PMDB) posicionando-se também contra o imposto do cheque.


Por Jefferson Gonçalves - Capital News

 

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