Ao comentar a nota do diretório regional do PT, em que o partido sai em defesa do senador Delcidio do Amaral, denunciado e condenado pelo Tribunal de Contas da União por “gestão temerária” quando foi diretor de Gás da Petrobrás, o deputado federal Fábio Trad, um dia atingidos pela nota petista, afirma que o partido procura “desviar a atenção da opinião pública ao se calar sobre as graves acusações usando como estratégia atacar os autores das denúncias”
“No trágico afã de transferir as culpas públicas – e notórias – de Delcídio do Amaral aos que têm a coragem política de denunciá-las, os áulicos do PT expõem o que o “ideologismo” rasteiro tem de pior: a impenitente ‘vocação’ para reduzir, com uma astúcia apalermada, as graves questões éticas – como essas em que se envolveu Delcídio – ao que tentam ‘vender’ como interesses menores, destaca o parlamentar sul-mato-grossense.
Fabio Trad classifica como "grotesca, desprovida de argumento moral ou político” a estratégia petista de “terceirização da responsabilidade de seu - por enquanto - pré-candidato a governador. “É uma afronta a opinião pública”, classifica . Fábio Trad avalia que Delcidio deve explicações à sociedade brasileira, em especial a sul-mato-grossense que o elegeu senador duas vezes, agora que o TCU o responsabilizou e o condenou por gestão temerária. Delcídio do Amaral, como senador do PT, patrocinou a indicação de seu colega de temeridades, Nestor Cerveró, para chefiar a área internacional da Petrobras.
Responsável pelo relatório “falho e incompleto” que levou a Petrobrás a pagar mais de um bilhão de dólares pela refinaria americana de Pasadena, que hoje valeria míseros US$ 42 milhões, Cerveró agora é renegado por Delcídio do Amaral, que tentou censurar o jornal Correio do Estado, para esconder a relação perigosa. Na opinião do deputado, esta tentativa do PT de calar quem exerce a função parlamentar de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos reedita “ o comportamento de Delcídio do Amaral em sua tentativa antidemocrática de censurar quem o denuncia”. E finalizou Fabio Trad : "Eu assinei a CPI da Petrobras; o Senador, não.

