Em ato marcado para a próxima sexta-feira, dia 30, um ato político em apoio à pré-candidatura do deputado estadual Paulo Duarte (PT) à prefeitura de Corumbá.
O deputado explica que, inicialmente estava previsto um evento apenas interno, mas que por insistência de lideranças políticas e populares, o ato foi ampliado.
No evento, partidos como DEM e PDT devem oficializar apoio a Duarte. Contudo, o deputado não contará com uma expressiva liderança corumbaense que, inclusive, é petista: o senador Delcídio do Amaral.
Delcídio tem me mencionado, segundo o próprio deputado, o interesse em apoiar o candidato da Câmara de Corumbá. “Nem vou chamá-lo para o evento para não parecer provocação”, disse.
Recentemente, Delcídio participou do ato de apoio à pré-candidatura do vereador e presidente da Câmara de Corumbá, Evander Vendramini (PP) para a prefeitura.
Duarte já trata sua candidatura como irreversível. Ele conta que em recente reunião com 10 petistas do diretório municipal, sete decidiram que o apoiariam.
O deputado assegura que manterá sua candidatura independente da postura eleitoral que Delcídio decida tomar.
Vaidade política
Duarte suspeita que o distanciamento de Delcídio se deve ao fato que recentemente quando de uma visita do senador ao município, o prefeito Ruiter Cunha (PT) não pode recebê-lo no aeroporto.
“Aí o problema com o Ruiter acabou respingando em mim”, acredita citando que é amigo de infância ligado politicamente a Ruiter.
Além do mais, Duarte é ligado a Zeca do PT com quem Delcídio sempre travou disputas internas no partido.
“Acho que está havendo um problema de vaidade política. Não sou candidato nem do Zeca e nem de Delcídio. Sou candidato pensando em Corumbá. A minha relação com Zeca é de amizade, mas não pretende ser unanimidade”, disse.
O senador teria dito que sua escolha para as eleições em Corumbá se devia a uma questão de estilo. “Que estilo? Se fosse assim chamava um estilista”, brincou o deputado.
“Ele é uma figura importante, mas não é dono do PT. Não se pode prevalecer no partido a máxima de que se não é meu cupincha não serve”, completa.
Aliados
Além de DEM e PDT, Duarte conversa também com o PSDB. DEM e PSDB sempre rivalizaram com o PT em âmbito estadual, mas em alguns municípios fazem alianças levando em conta interesses locais.
Duarte ainda não sabe para quem oferecerá a vaga de vice, mas acredita que não será o PMDB.
Ele explica que o PMDB dialoga com ele. Porém, vê pouco sentido na aliança com os peemedebistas visto que há vereadores do partido que fazem oposição a Ruiter Cunha, mesmo sendo o vice, Ricardo Éboli, do PMDB.
Autofagia
Duarte afirma que o PT se encontra em um processo de autofagia, o que pode prejudicar o desempenho da legenda nas eleições.
Ele cita que o PT perdeu a ex-prefeita de Miranda Beth Almeida, uma potencial candidata para as eleições de 2012, para o PR.
O deputado diz querer evitar o enfraquecimento da legenda em Corumbá como ocorre em Campo Grande. “O partido tem bons nomes paras as eleições, mas está enfraquecido por divergências internas”, disse.
Paulo Duarte está em seu segundo mandato como deputado estadual e atualmente é 2º secretário da Assembleia Legislativa.
