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Política Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008, 13:24 - A | A

Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008, 13h:24 - A | A

Delcídio se diz preocupado com disputa política por cargos

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O senador Delcídio Amaral (PT-MS) defendeu, na quinta-feira, em discurso na tribuna, a meritocracia na ocupação de cargos em empresas estratégicas para o desenvolvimento do País, e a integração energética dos países da América do Sul.

O senador destacou a Medida Provisória 396, que pode levar à retomada do papel estratégico, outrora detido pela Eletrobrás, como alavancadora de projetos de geração, transmissão e outros a serem desenvolvidos em países vizinhos, integrando energeticamente os países América do Sul.

“Precisamos discutir essa MP, porque ela trará ferramentas para que a Eletrobrás retome seu papel estratégico na matriz energética”, disse Delcídio Amaral, lembrando que, ao contrário de um discurso estatizante, o Senado precisa promover a abertura da Eletrobrás com o Peru, a Bolívia, a Argentina e o Chile, a exemplo da integração estabelecida no continente europeu.

Ele declarou-se preocupado com a atual disputa política por cargos em empresas de energia como a Petrobras, a Eletrobrás e subsidiárias. “Noto preocupação do governo no sentido de respeitar a meritocracia – aqueles executivos de carreira, com história de serviços prestados naqueles segmentos onde vão dirigir o destino do País”, disse.

O senador alertou que o Brasil precisa de bons dirigentes nas empresas: “Ninguém aqui duvida que esse governo de coalizão vai levar a indicações de caráter político, mas que deve haver premissas com relação à conduta e à experiência dos indicados naqueles setores que vão comandar”.

Delcídio declarou-se espantado com certas indicações que sequer sabem diferenciar um disjuntor de uma seccionadora, uma turbina de um gerador, o gás natural do gás liquefeito de petróleo, uma sonda de uma plataforma. “Será que é isso o que queremos? Pessoas com perfis inadequados vão garantir a energia que o Brasil precisa para se desenvolver?”, questionou.

Ao destacar que uma missão como essa tem que ser desempenhada por quem conhece o assunto nos setores de petróleo, gás e energia elétrica – fundamentais para qualquer país, o senador lembrou que o segmento de energia não é para peladeiro. “Não podemos falhar na gestão das companhias que vão cuidar da energia necessária para o País crescer”, afirmou.

Alertando para a capacidade de comando dessas gestões, Delcídio ponderou que a MP da Eletrobrás vai exigir gente que conhece o ramo, que possa levar o Brasil para frente. “Estou discutindo critério, conceito, e perfil de candidatos que venham corresponder com os desafios do país”, disse.

Ao considerar que o Programa Luz para Todos em Mato Grosso do Sul representa, disparado, o maior projeto do presidente Lula, por seu impacto econômico e social que traz para a sociedade brasileira, Delcídio Amaral considerou exemplares o cuidado com que os ministros José Múcio, Edson Lobão e Dilma Rousseff têm tomado com a coisa pública.

“A definição de nomes tem que seguir premissas, posturas técnicas e éticas num processo que deve convergir com um grande projeto de energia para o País. O maior desafio do País nos próximos anos é a infra-estrutura, sendo que a energia é um dos pilares que vai trazer mais oportunidades e mitigar as desigualdades sociais no Brasil", afirmou.

“Espero que em 2008 não percamos mais uma vez, aqui no Congresso, o trem da história. Quero registrar minha esperança num Brasil mais empreendedor e realizador - um país onde, acima de tudo, venhamos a trabalhar pela nossa gente, pelos nossos filhos e netos, para quem entregaremos um país com melhores oportunidades”.

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