O senador e ex-diretor de energia e gás da Petrobras Delcídio do Amaral (PT), afirmou durante coletiva de imprensa realizada na manhã deste sábado (12), que não houve prejuízos em relação à aquisição de turbinas para a Usina Termelétrica Nova Piratininga (SP) e que a compra realizada pela Alstom evitou uma possível crise energética no país.
“Não houve nenhum prejuízo à Petrobras. Essas máquinas são de ponta e padrão, produzidas e fornecidas para o Plano Prioritário de Termeletrecidade, decretado como emergencial pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para evitar o racionamento de energia no país, como em 2000, que tivemos redução de 20% da carga”, explicou.
A compra da turbinas da UTE Nova Piratininga, foi firmada com base em uma sociedade entre a Petrobras, o governo do Estado de São Paulo, por meio da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) e a Petros, prevista no Plano Prioritário de Termeletrecidade (PPT) e garantiu 8.000 MW, firmes para o setor elétrico.
Delcídio ressaltou também que o valor de 15% estipulados no contrato, ao contrário do que foi veiculado em rede nacional, não eximia a Alstom de arcar com os problemas e atendia às necessidades da Petrobras assegurando a qualidade do serviço prestado.
“No contrato especificava que se a turbina quebrasse, a Alstom teria que pagar multa de 15% pelo não desempenho do que foi contratado, ou seja, essa cláusula exige do fabricante a potência que a máquina vai desenvolver no local onde ela vai ser instalada”, explicou.
O senador esclareceu ainda que o contrato é padrão nesse tipo de negócio e que não era permito à Alstom modificar as cláusulas conforme seus interesses. “O contrato vale para todos os fabricantes de turbina e garante o compromisso da Alstom com o comprador. A Petrobras não saiu prejudicada e a compra foi feita com base no parecer técnico e jurídico”, enfatizou.
Antes de finalizar a coletiva, Delcídio que é pré-candidato ao Governo do Estado pelo PT, disse ainda que a discussão em relação à compra da turbina pode estar relacionada ao seu desentendimento com Renan Calheiros, presidente do Senado. “Se não foi enchente é mão de gente. Tem viés político lamentável”, finalizou.

