Sexta-feira, 14 de Março de 2008, 08h:07 -
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Delcídio afirma que erro foi \"equívoco rudimentar\"
Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)
Durante participação na audiência pública sobre a revisão tarifária de energia elétrica em Mato Grosso do Sul, o senador Delcídio do Amaral (PT) classificou de "equívoco rudimentar" o erro no cálculo da tarifa em 2003, que resultou na cobrança indevida de R$ 191,2 milhões dos consumidores da Enersul. Ele considerou claro o erro.
O senador defendeu a transferência do ponto de medição da energia vendida para Mato Grosso do Sul de São Paulo para Campo Grande. Segundo o presidente da CPI, deputado Paulo Corrêa (PR), esta medida resultaria na redução de 10% na tarifa.
O petista cobrou ainda mais subsídio para o Programa Luz para Todos, que só tem 40% do Governo Federal. Como existem distâncias de quilômetros entre as unidades rurais, Amaral defendeu a adoção do mesmo percentual de subsídio adotado nos estados do Piauí e Maranhão, onde o percentual é de 60%.
Para Delcídio, a tarifa sul-mato-grossense deve ser competitiva para permitir o desenvolvimento econômico e social do Estado. Criticou a Enersul por manter apenas "um representante" em Mato Grosso do Sul, enquanto a diretoria fica em São Paulo. "A empresa não tem inserção cultural e social em Mato Grosso do Sul", ressaltou, destacando que a concessionária não entende a lógica e os valores sul-mato-grossenses.
Ele elogiou o trabalho realizado pela CPI da Enersul no legislativo estadual. Principalmente, por ter obtido o resultado prático para a população, que foi a redução de 6,66% na tarifa em dezembro do ano passado e, provavelmente, mais 18,93% em abril próximo. Delcídio do Amaral ressaltou que o trabalho da comissão conseguiu catalisar toda a bancada federal, que esteve unida na pressão para baratear os custos da energia sul-mato-grossense, que foi considerada a mais cara do País e a 6ª maior tarifa do mundo. ( com informações da Assembléia Legislativa)