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Política Terça-feira, 01 de Novembro de 2011, 16:00 - A | A

Terça-feira, 01 de Novembro de 2011, 16h:00 - A | A

Cratera aberta no bairro Nova Lima gera embate político

Valdelice Bonifácio - Capital News (www.capitalnews.com.br)

A liberação de recursos para obras emergências para conter erosões e voçorocas existentes em vários pontos de Campo Grande acaba de gerar um embate político.

A Capital tem pontos com grandes erosões como a cratera no bairro Nova Lima que, conforme a prefeitura, aguarda recursos federais para uma obra definitiva.

Hoje, o deputado federal Vander Loubet (PT-MS) reagiu hoje, em Brasília, às cobranças feitas em Campo Grande sobre possíveis atrasos na liberação de verbas da União para obras de solução das erosões e vossorocas.

Segundo Vander, as declarações à imprensa do prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) e do secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação, João Antônio de Marco, demonstram profunda ingratidão e a tentativa de empurrar para o governo federal a responsabilidade sobre os problemas da cidade.

“Campo Grande nunca recebeu tantos recursos dos cofres federais como nesses últimos oito anos com as gestões de Lula e Dilma na Presidência. No último aniversário da cidade, a Prefeitura fez festa anunciando investimentos de R$ 521 milhões – posso afirmar que pelo menos 90%, se não mais, desse montante são recursos do PAC, do PAC 2 e de emendas parlamentares da bancada federal, ou seja, tudo recurso da União. Agora, por causa de R$ 5 milhões, estão querendo dizer que a culpa dos imensos buracos da cidade é do governo federal? Não podemos aceitar isso”, pontuou Vander.

Ontem, em entrevista ao Capital News, De Marco explicou que será feita uma obra emergencuial para conter a cratera no Nova Lima.

O obra, segundo ele, será feita com recursos municipais até que será liberado o valor de R$ 5 milhões da Defesa Civil Nacional para a obra definitiva da área. Ainda não há previsão para liberação desse recurso, que deve sofrer alteração com a nova erosão formada.

Porém, conforme Vander, não se pode responsabilizar o governo federal por questões de competência da Prefeitura.

“Essas grandes erosões são causadas por obras mal feitas e falta de manutenção das vias públicas. Não se pode culpar a União pela falta de ação nos bairros afetados pelos buracos. O governo federal não administra Campo Grande”, afirma.

Entre as obras realizadas ou em andamento em Campo Grande com recursos federais nos últimos oito anos estão a canalização, urbanização e construção dos parques lineares dos córregos Imbirussu e Serradinho (PAC de R$ 57 milhões), Cabaça e Segredo (PAC de R$ 35,4 milhões e PAC 2 de R$ 34,8 milhões), Lagoa (PAC de R$ 35 milhões) e Bálsamo (PAC 2 de R$ 67,6 milhões).

Também podem ser citadas as obras da Orla Morena (R$ 10,3 milhões) e da Via Morena/Duque de Caxias (R$ 13,9 milhões). “São obras que estão transformando a paisagem urbana da Capital e melhorando a qualidade de vida de toda a população. A Prefeitura não tem do que reclamar quanto ao governo federal”, conclui Vander. (Com assessoria de imprensa)

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