Técnicos da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) concluíram, após análise preliminar concluída na última quarta-feira, que as contas do Estado já correm riscos de terem o limite ultrapassado. Com isso, o Estado corre riscos de sofrer sanções na liberação de recursos e no pagamento da dívida externa. A observação leva em conta a possibilidade de aumento de despesas com reajuste na folha de pagamento.
Projeções iniciais relacionadas às perdas provocadas pelas chuvas na agricultura e pecuária do Estado e os recentes números levantados pelos técnicos da STN levaram o Conselho de Secretários, responsável pelo controle das contas públicas, a ratificar a recomendação ao governador que não conceda este ano qualquer reajuste nos salários, para conter o crescimento das despesas com pessoal.
O governador André Puccinelli decidiu aguardar informações e análises mais concretas para poder encaminhar decisões. “O impacto das perdas na arrecadação está sendo avaliado, ao mesmo tempo que tem essa questão da STN e temos ainda o comportamento da economia como um todo, que também nos orienta nas decisões de mais longo prazo”, afirmou o governador.
Conselho de Secretários
Desde o começo do ano, o Conselho de Secretários, já havia recomendado que o governo avaliasse a possibilidade de não conceder reajustes este ano (reajuste zero), para não comprometer o equilíbrio das contas públicas, revendo também metas de investimento. O conselho em questão é formado pelos titulares das pastas da Fazenda, Administração e Planejamento.
“Uma coisa é certa. Mato Grosso do Sul não pode perder o equilíbrio de suas contas, conquistado no mandato passado. Vencemos o déficit estrutural, implantamos uma nova mentalidade, pagando em dia nossas contas, inclusive com o funcionalismo, coisa que nenhum outro governo tinha feito até hoje por quatro anos. Não abrimos mão disso”, declarou André.
O governador afirmou, também, não pensar em tomar medidas que levem os servidores a serem humilhados na fila para tomar empréstimo, ou, mais grave ainda, sendo cobrados porque o salário está atrasado. “O que vamos fazer para a frente, dependerá agora das novas análises", concluiu André.

