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Política Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009, 15:44 - A | A

Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009, 15h:44 - A | A

Com nova diretoria, Pedra preside na Capital e PDT pode estar mais perto de Zeca para Eleições 2010

Marcelo Eduardo e Alessandro Perin - Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

O presidente da Comissão Provisória que dirige o PDT regional, João Leite Schimidt, começa a intervenção no diretório estadual da sigla. Sua primeira medida será apresentar ao TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), que o vereador Paulo Pedra é o novo presidente da legenda em Campo Grande. A afirmação na tarde desta quinta-feira, 24 de setembro, em entrevista coletiva concedida na sede do diretório.

“Vou apresentar o nome de Pedra na segunda-feira”, disse Schimidt. A decisão contraria o grupo do deputado estadual e ex-presidente regional Ary Rigo, que fez de tudo para não perder o cargo.

A eleição realizada no dia 22 de agosto – a que pôs Pedra como presidente –, foi com uma chapa única, mas não de consenso, formada apenas por pessoas ligadas a Dagoberto. O ato foi praticado contrariando decisão de Rigo, então presidente.

Existe uma explicita divisão dentro do PDT local, polarizada pelos deputados estadual Ary Rigo e federal Dagoberto Nogueira. O ponto culminante seria a possibilidade de uma aliança com o ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos (PT), que pretende ser novamente chefe do Executivo Estadual. Rigo apoia a continuidade de André Puccinelli (PMDB), já Dagoberto quer o retorno de Zeca.

Discussões

O vereador Paulo Pedra disse – já discursando como presidente – que, daqui para frente, sua intenção é buscar mais filiações ao partido da flor vermelha. “Vou tentar trazer mais filiações. Vou fazer, ao menos uma vez por mês, reuniões par discutir a política interna do partido”, disse.

Agora, segundo Schimidt, o partido é “independente”. “Não tem mais essa condição do governador mandar. Não tem essa de deputado mandar [referindo-se a Rigo, principalmente]. O PDT não é municipal, o PDT não é estadual, o PDT é nacional”.

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Pedra deve assumir como presidente do Diretório Municipal de Campo Grande
Foto: Deurico/Capital News

Zeca ou André?

Quanto ao apoio da sigla a André Puccinelli (PMDB) ou a José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT), Schimidt afirma: “Eu sinto que tende a caminhar mais para o lado do PT. A proposta mais confiável e real é a de Zeca e não de André que ainda não sentou para conversar”.

O descontentamento com André viria de eleições anteriores. Dagoberto era cotado para ser vice de Nelsinho Trad (PMDB), na sua tentativa de reeleição, em 2008, todavia, segundo os pedetistas presentes no evento de hoje, uma decisão de André teria feito com que o então presidente da Câmara de Vereadores, Edil Albuquerque (PDT) assumisse a posição. E no interior, onde o PDT tinha candidatos, em grande parte o PMDB não apoiou; um exemplo é a segunda maior cidade do Estado, Dourados, onde Ary Artuzi (PDT), concorreu contra Murilo Zauith (DEM) que recebeu ampla simpatia de Puccinelli.

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Zeca do PT foi convidado para eleição do Diretório da Capital, dia 22 de agosto, e foi recebido com chamado de "grande amigo"
Foto: Deurico/Arquivo Capital News

Além disso, eles citam que, enquanto no governo de Zeca do PT, o PDT tinha apenas um deputado estadual e foi lhes dado duas secretarias de Estado (a de Produção e Turismo e a de Justiça e Segurança Pública) e ainda o comando do Detran-MS (Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul). Hoje, são quatro deputados estaduais e nenhum cargo de importância, segundo militantes pedetistas presentes no diretório nesta tarde.

Mesmo assim, Schimidt, Pedra e Dagoberto afirmam que decisão de qual lado seguir deve partir da base. “Eu tenho tendência a apoiar Zeca. Eu falo com o Zeca, mas sou amigo dele. Mas, eu não posso decidir pelo partido. Quem vai decidir é a base. O PDT caminha para fazer uma análise. A base vaio escolher a quem dar apoio”, diz Dagoberto, lembrando que, em 2006, segundo ele, a base queria apoiar Delcídio do Amaral (PT) ao governo, mas “os deputados [estaduais] quiseram apoiar o André”, afirma Dagoberto.

Conforme Schimidt, “todas as decisões políticas devem passar por Dagoberto também porque ele é deputado federal e possui maior transito nacional”. Para o presidente da Comissão Provisória, Dagoberto não era ouvido antes e as decisões eram tomadas por um grupo estadual.

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Dagoberto diz que base é que decidirá quem o PDT vai apoiar para 2010
Foto: Deurico/Capital News

Mesmo falando que a tendência é definir por Zeca em 2010, Schimidt e Dagoberto são iguais na resposta quanto à tomada de decisão objetiva. "Só vamos decidir no último dia para definir a campanha [31 de junho de 2010]".

Em evento na manhã de hoje, na Unaes, André respondeu a perguntas osbre o embate interno dentro do PDT e se ainda pretende aliança com o partido. “Não me meto em outros partidos”, afirmou. E complementou: “Continuarei insistindo que eu gostaria de ter o PDT junto comigo.”


Por: Marcelo Eduardo e Alessandro Perin – (www.capitalnews.com.br)

 

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