Autoridades municipais brasileiras e paraguaias estão implementando uma agenda de trabalho a partir de um amplo e inédito acordo para promover ações integradas na região de Porto Murtinho. As metas são melhorar os setores da saúde, logística, emprego e transporte, que são os mais deficientes no interior do Paraguai.
Do lado brasileiro, o prefeito murtinhense Heitor Miranda dos Santos (PT) quer diversificar a economia sustentável e potencializar a indústria do turismo, além de criar em toda faixa terrestre e fluvial dos dois países um território de excelência para pesquisas e investimentos turísticos de diferentes modalidades.
"Para atingirmos esses objetivos, precisaremos de infraestrutura, logística, intermodalidade de transportes, qualificação de mão-de-obra e uma efetiva cooperação local. Em seguida, vamos buscar o suporte dos governos estadual e federal, chamar a iniciativa privada e trazer o apoio político necessário", afirmou Heitor.
Nesta sábado (16) Heitor foi até à cidade paraguaia de Vallemy, acompanhado dos secretários e gerentes de Infraestrutura para avaliar a situação e foi recebido pelo prefeito Celso Ovelar e assessores. Heitor observou que a riqueza mineral de Vallemy, conhecida como capital do cimento, assim como a natureza e o patrimônio ecoambiental.
"Com diálogo, respeito e espírito de cooperação mútua, os dois países podem tirar proveito das riquezas e desenvolvimento sustentável”, observou. Os visitantes foram ainda conhecer as obras de pavimentação asfáltica no trecho de 182 km entre as cidades de Concepción e Vallemy.
Segundo informou a assessoria da prefeitura de Porto Murtinho, o governo paraguaio quer a posição dos brasileiros sobre o antigo projeto de construção de uma ponte sobre o rio Apa, que encurtará fisicamente a distância entre os dois países.
Heitor disse que já está empenhado em acelerar as gestões sobre esse investimento e se comprometeu a buscar as informações junto a deputados, senadores e o governo brasileiros. Outra visita na agenda foi ao sítio mineral onde se produz toda a matéria-prima utilizada na pavimentação asfáltica. Heitor classificou a produção como "ouro preto", pelo valor que tem a matéria-prima em relação ao preço praticado no Brasil.
